To The Moon

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Jorge Robert

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Vivenciamos e aprendemos muitas coisas na “escola da vida”. Experiências pessoais de antepassados, as histórias que nossas mães contavam para nos fazer comer os vegetais e até mesmo macabras histórias de filme de terror, todas tinham um objetivo comum: auto-reflexão. Claro, você não precisa de muito tempo pra entender que comer cenoura é importante para sua saúde. Entretanto, nos vemos casualmente em um estado de pensamento profundo refletindo sobre a  vida, trabalho, rotina, metas… A reflexão é boa para traçarmos nosso caminho.

Para nos identificarmos com uma história, não precisamos de algo majestoso de grandes proporções. Pelo contrário, a maioria de nós cria empatia pelo o que é singelo, sincero e breve.  A história do jogo de Kan Gao é assim, um conto simples sobre um homem a beira da morte. Nele, nos deparamos com suas memórias, ambições, e o gatilho de toda a trama: um último pedido.


Ficha Técnica

Nome: To The Moon

Gênero: RPG, Aventura.

Desenvolvedora: Freebird Games

Distribuidora: Freebird Games

Escritor: Kan Gao

Ano de Lançamento: 1 de novembro de 2011

Plataforma: PC


História

Dr. Rosalene e Neil Watts, personagens principais do jogo

 

To The Moon é um jogo simples, feito através da engine RPG Maker XP. A simplicidade do gráfico de 16 bits ao estilo Chrono Trigger é compensada com uma excelente história dividida em 3 atos.  Tudo começa quando dois funcionários da Sigmund Corp, uma corporação especializada em criar memórias artificiais, são contratados para realizar o último desejo de um velhinho chamado John WylesSeu sonho? Ir à lua.

A grande incógnita da história é ninguém saber o porquê de tal desejo (nem mesmo John). No entanto, para realizar o sonho do idoso, os protagonistas Dra. Eva Rosalene e Dr. Neil Watts necessitam de tal informação e, por isso, fazem uma incursão nas memórias de John. Neil e Rosalene são, de longe, os personagens que mais nos fazem criar empatia pelo jogo. Enquanto Eva é uma executiva bem sucedida, Neil é o melhor alívio cômico que você possa imaginar. Prepare-se para uma enxurrada de referências nerds de Dragon Ball, Street Fighter, Matrix e Hulk.

Ao mesmo tempo em que é divertida, a história também é criativa e profunda. Ao viajar pelas memórias de John, nos depararemos com suas travessuras no período escolar, o momento do casamento com o seu amor de infância, os sonhos e desejos do casal durante o matrimônio, além da infelicidade (e posteriormente solidão) de John diante da doença da esposa. O jogo prepara bem o terreno para o fechamento da história, com um clímax que nos faz refletir sobre nossas atitudes,a capacidade de resiliência humana, entre outras questões profundas.

 

Eu entendi essa referência…

Personagens

Dra. Eva Rosalene
Agente de travessia de memórias sênior da Sigmund Corp. Uma mulher de personalidade leve, bem-sucedida, e praticamente a razão de Neil Watts conseguir ter entrado na empresa.

Dr. Neil Watts
Especialista técnico da Sigmund Corp. Um visível nerd, com um comentário cômico pronto a cada situação. Desastrado, viciado em café e um pouco de mal com a vida.

John Wyles
A paciência em pessoa. Marido de River, passou a maior parte da esposa ajudando-a como podia em seu período de doença.

River Wyles
Esposa de John. Bonita, inteligente, porém com baixas expectativas devido a sua doença.


Jogabilidade

Esqueça o clássico sistema de batalha por turnos, ele não existe aqui. Por ter foco na história, To the Moon descartou essa possibilidade. Logo no início, os criadores do jogo fazem uma ótima piada utilizando o sistema de turnos em uma “quase batalha” com um esquilo. Sim, um esquilo!

O épico confronto contra Esquilo, o roedor!

 

Tirando esse momento, o jogo substituiu as batalhas por puzzles que não necessariamente oferecem alguma real dificuldade. São bons substitutos, mas param no “bom”.

 

Um dos níveis do puzzle de To The Moon.

Música

Excelente! A trilha sonona de Kan Gao dá o toque emotivo a mais a cada acontecimento do jogo. Seja uma realização de John, as dúvidas de Rosalene, as revelações de impacto… toda faixa se encaixa perfeitamente em cada situação! Vale lembrar também da OST Everything’s Allright, composta por Kan Gao e interpretada por Laura Shigihara. A música surge como um verdadeiro teste emocional para os jogadores.

História: 20 exp. Cativante, criativa e claramente inspirada em Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. To The Moon tem uma história e tanto, sendo difícil encontrar um furo de roteiro ou algo pelo qual não se possa agradar. Personagens principais e coadjuvantes, todos muito bem trabalhados.

Gráficos: 15 exp. Creio que o capricho poderia ser melhor por parte da Freebird Games. Vale lembrar que se trata de um jogo de 2011 e esse é o quinto jogo da produtora. O visual é realmente belo, mas nada tão bom que não possa ser melhorado.

Jogabilidade: 14 exp. Apesar da boa “tirada” nos primeiros minutos de gameplay, o único tipo de puzzle presente no jogo deixa bastante a desejar, tornando-se cansativo após algumas horas.

Replay: 5 exp. Após zerar o jogo, dificilmente você terá interesse de jogar novamente. O toque especial de mistério do jogo não existe mais,e não demora muito até você dizer “Chega!”.

Música: 20 exp. Kan Gao, além de ser um ótimo storyteller, tem especialidade quanto se trata de fazer uma boa OST. Dificilmente você não gostará de alguma música durante a jogatina.

 

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