Franklin Richards: Filho de um Gênio

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Gustavo Ferratti

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Franklin Richards: Filho de um Gênio é uma compilação de quadrinhos desenvolvida pela Marvel e trazida ao Brasil pela Panini Books. Conta uma sequência de “historinhas” das desventuras do filho de Reed Richards (Senhor Fantástico) com Sue Storm (a Mulher Invisível). O quarteto inteiro vive na mesa casa, com a aparição dos “tios” Ben (O Coisa) e Johnny (Tocha Humana) com certa frequência. Tive algumas impressões ao terminar o Comic Book, a primeira delas é a de que não deveria ter lido tudo de uma vez e sim aproveitado uma historinha em cada ida ao banheiro (ou consulta médica). Em segundo lugar, a de que tenho que guardar o quadrinho intacto para os meus filhos lerem no futuro. E por fim, que qualquer semelhança com “Calvin e Haroldo” e “O Guia dos Mochileiros da Galáxia” não é mera coincidência.


Ficha Técnica

Título original: Franklin Richards: Son of a Genious

Título traduzido: Franklin Richards: Filho de um Gênio

Tradução: Pedro Bouça & Paulo Franco.

Autores: Chris Eliopoulos e Marc Sumerak

Editora: Marvel

Publicação: Panini Comics

Lançamento: 2014

Páginas: 160

Preço: R$26,90 (28/10/2016 – capa-dura)


Franklin é um garoto comum (sem superpoderes) com ímpeto autodestrutivo que vive aprontando todas por meio das invenções criadas no laboratório do seu pai, o Sr. Fantástico. O repertório das peripécias do menino é bem vasto incluindo viagem no tempo, animação de objetos, expedições submarinas, pilotagem de veículos ultrassônicos e transmutações. Em todas as suas aventuras, é sempre acompanhado pelo robô Herbie, um invento do Sr. Fantástico programado para mantê-lo longe de problemas. Herbie é fortemente inspirado no personagem Marvin da série de livros “O Guia do Mochileiro das Galáxias”. A referência fica bem evidente por meio de uma frase que o robô utiliza com frequência nas primeiras histórias: “Não entre em Pânico!”. O companheirismo de Franklin e Herbie, bem como a inocência das histórias e a própria ambientação do quadrinho, lembram muito “Calvin e Haroldo” com a sutil diferença de que Herbie é mais sério e nunca se “deixa levar” pelas brincadeiras de Franklin. Muitos crossovers com o Universo Marvel estão presentes nas “historinhas”, o que torna a leitura bem agradável para os fãs. Action figures, pôsteres, quadrinhos, bichinhos de pelúcia e até mesmo a fala dos personagens mostram uma forte interação do universo com os personagens criados por Stan Lee (para citar alguns: Homem-Aranha, Hulk, Capitão de América e Homem-de-Ferro). Seria injusto avaliar Franklin Richards com o mesmo rigor das histórias “para adultos”. A série tem um alto potencial para cativar pais e filhos com um teor leve como o das historinhas da “Tuma da Mônica”, em outras palavras, um item essencial no seu porta-revistas.

Franklin Richards e Herbie
Franklin e seu inseparável amigo Herbie

 

Estilo: 14 exp. O traço é bem simples e infantil, mas bonito e combina com o estilo da história. Expressões marcantes garantem a sinergia com o leitor (como as do Menino-Lula).

Personagens: 14 exp. Franklin e Herbie são o grande foco das historinhas, portanto é evidente que são mais trabalhados que os demais personagens. As aparições do quarteto fantástico ocorrem de forma sútil, assim como as dos demais personagens.

Qualidade da plot: 12 exp. Histórias simples, feitas para crianças. Objetivas, curtas e sem grandes desfechos.

Cuidado com os detalhes: 16 exp. Acho que é o ponto forte do quadrinho, seja pela variedade das invenções do Sr. Fantástico com base “pseudocientífica” ou pelo número de crossovers e referências a outros trabalhos. Muitos easter eggs para quem gosta!

Empatia com o leitor: 14 exp. Particularmente gosto de histórias infantis leves e descompromissadas, mas leitores mais aficionados podem não se interessar pela obra.

 

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