Once Upon a Timeline

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Augusto Ferratti

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Quem nunca se imaginou com o poder de viajar no tempo? Ser capaz de fazer algo diferente do que fez no passado e colher as novas consequências no futuro? Esse desejo é constituído tanto por pequenas ambições, como poder refazer as questões daquela prova escolar em que uma nota baixa foi obtida, quanto por grandes ambições, como se tornar o maior gênio do mundo por saber de todos os fatos históricos e científicos que estão por vir antes de toda população global!

Eu, particularmente,sempre imaginava como seria bom ir ao futuro, conhecer um canção de sucesso (tipo Br’oZ – A Prometida), retornar e lançar essa canção antes do compositor. Desejos pessoais à parte, hoje lhes apresento “OnceUpon a Timeline”, um jogo Indie com fortes influências de grandes sucessos do cinema e da TV, como “De volta para o futuro” e “Doctor Who”.


Ficha Técnica

Titulo Original: OnceUpon a Timeline

Gênero: Adventure/Indie/Point and Click

Lançamento: Abril, 2015

Desenvolvedor: Adam Findlay (Game Designer na Team17)

Publicadora: Game Jolt

Plataforma: PC

Nº de Jogadores: 1


História

 Você controla um homem que vive em 1954, aparentemente um adulto de cabelos ruivos, cujo nome não é revelado durante o game. Ele é chamado apenas de Nephew (sobrinho, em inglês) e seu único parente é a tia Jocelyn, uma cientista brilhante. Ambos têm costume de trocar cartas com frequência para manter contato, pois moram em lados opostos do país. Certo dia, a tia Jocelynque nunca deixou de responder as cartas de Nephew não dá mais sinais de vida e Nephew decide visitá-la. Ao chegar em casa, Nephew encontra sua tia estendida no chão, morta, ao lado de um diário.

 

Tia Jocelyn assassinada

 

Desacreditado, Nephew decide ler ao diário para obter algumas pistas do que poderia ter acontecido. Contudo, antes de lê-lo, alguém bate na porta pedindo que essa seja aberta imediatamente antes que a arrombem. Decidido a não abrir a porta, Nephew encontra um lugar para se esconder e entra numa máquina estranha capaz de viajar ao longo dos anos. Ao ler o diário, Nephew descobre que, em 1946, sua tia estava planejando trabalhar por seis anos na construção de uma máquina do tempo e que tinha achado a casa perfeita para executar seu trabalho. Nephew também descobre que, em 1953 (um ano antes de sua morte), sua tia havia terminado o projeto e um teste prático estava na iminência de acontecer.

 

Qualquer semelhança não é mera coincidência.

 

Máquina do tempo que parece uma cabina telefônica? Morte do cientista que a criou? Nada é mera coincidência! As referências ao Dr. Emmett Browndo filme “De volta para o Futuro”,que é assassinado com armas de fogo pelos libaneses es, e à cabina TARDIS – Time andRelativeDimension(s) in Space-, uma nave espacial responsável pela viagem no tempo da série “Doctor Who”, são fortes!É nesse clima que começa a emocionante história do jogo, mas nada mais posso revelar sobre o enredo para que esse não fique desinteressante durante a jogatina!


Jogabilidade

Instruções logo no início do jogo

 

O jogo remete ao clássico e inconfundível estilo “Point &Click” em que você simplesmente aponta com o mouse e clica onde é desejado. Esse estilo foi muito explorado em jogos de aventura no início da era dos PC’s e da plataforma Commodore 64 (dica para Game Dev Tycoon). Você se deslocará entre os anos de 1873 a 2022 e contará com o Diário da tia Jocelyn para lhe guiar nas viagens do tempo. Por mais que alguns comandos sejam explicados no começo do game, tenho uma nota a fazer:

Se quiser avançar rapidamente, POR FAVOR, apenas clique na seta desejada e SEGURE o botão apertado. Não use cliques frenéticos e consecutivos como eu fiz. Seus dedos e seu mouse agradecem.

 

Diário da tia Jocelyn.

Impressões gerais

Nada como um bom e bem desenvolvido jogo Indie. É incrível ver o que acontece com o cenário de OnceUpon a Timeline quando se viaja no tempo, acompanhar sua mudança durante o avançar ou retroceder dos anos! Também é possível dialogar com personagens de diferentes épocas, fazer mudanças no espaço/tempo e, o melhor, tentar salvar sua tia por meio das missões típicas de um jogo de aventura. Gostei muito do game e recomendo para todos, pois é de graça e vai rodar em qualquer computador que existe na face da Terra (sendo necessário apenas ter o “Unity” instalado).  O jogo é curto, é possível finalizá-lo em apenas 30 minutos, mas vale a experiência! O conhecimento da língua inglesa é necessário, uma vez que não é traduzido para nenhum outro idioma! Mas é a oportunidade perfeita de treinar seu inglês e retomar suas qualidades de “gamer raiz”, não é mesmo dedicado leitor?

 

2022, possível guerra nuclear?

Aonde conseguir? Vale a pena?

O Game está disponível gratuitamente na plataforma Game Jolt, para os Sistemas Operacionais Windows,  Mac e Linux! Se vale a pena? Sim, vale!! Não é um blockbuster mas certamente irá te entreter por algum tempo ;]

 

Máquina funcionando!

História: 12 exp. Apesar de um conceito muito intrigante, o enredo não possui grandes explicações e reviravoltas. O que te prende mesmo é o que acontece no início, após isso não há muito a ser descoberto.

Gráficos: 15 exp. Por que não 20? Por mais que eu goste demais de gráficos pixelados(e achei os do jogo lindos) tenho que concordar que existem melhores e mais trabalhados em outros games. Mas, pelo fato do jogo ser indie e pequeno, não deixou nada a desejar!

Jogabilidade: 10 exp. Os comandos são fáceis e simples. Não há muito o que se aprender, apenas que a tecla “ESC” não sai do jogo e sim da máquina, e que é possível manter o botão do mouse pressionado para facilitar a viagem no tempo. A passagem do tempo no jogo é magnífica, porém um pouco lenta, sem possiblidade de variar a sua velocidade.

Replay: 5 exp. A história tem um fim que não desperta vontade de jogar de novo. Porém, no meu caso, ocorreu um pouco de curiosidade para rever os cenários.

Som:  20 exp. Apenas com uma música de melodia lenta que dá sensação de algo futurista/profundo e com efeitos sonoros da máquina do tempo sem igual, a trilha sonora me cativou muito durante a gameplay.

 

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