Nidhogg

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Jorge Robert

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Quem acompanhou a época do fliperama, no fim dos anos 90 e início dos anos 2000? Aqueles que tiveram a oportunidade de sobreviver ao famigerado “bug do milênio“, sabem quantas boas lembranças temos guardadas no coração, certo?

 

“Me vê mais uma ficha aí!”

 

Ahhh, da infância à adolescência, criamos esse querido carinho por aquela máquina gigante que rodava um jogo de aproximadamente 50 MB’s. Você ficava em desespero quando a ficha que você pagou pra jogar The King Of Fighters não inseria os créditos no jogo e a cooperatividade não existia quando se tratava de mostrar suas habilidades. Sentia aquela “rage” por que o “fio do fliperama” deu reset na pontuação, assistia campeonatos de Pump It Up e até mesmo participava de alguns! Quantos laços já não foram formados em lugares desse tipo?

Época boa, simples e até mesmo inocente. E mesmo que hoje em dia a competitividade ainda exista em jogos como DotA, FIFA, Counter-Strike e outros, aquele gostinho de frenesia e rivalidade durante a jogatina parece ter se perdido! Lembro como se fosse ontem quando não existia amizade ao se tratar de fatality em Mortal Kombat e do replay ser limitado pelo valor do troco do pão. Bons tempos…

Depois dessas felizes relembranças, em 2014, de forma determinada, Messhof chega aliando o poder cativante dos jogos indie ao arcade. O jogo valoriza e muito a diversão do multiplayer local, aliada a gráficos “old-school” e mecânicas que se encaixam perfeitamente no fator “vale a pena jogar”.


Ficha Técnica

Título Original: Nidhogg

Lançamento13 de janeiro de 2014

Desenvolvedor: Mark “Messhof” Essen.

Compositor: Daedelus

Gênero: Indie, Luta, Ação e Aventura.

Plataforma: PC, OS X, PS4, PSVita.

Modo de Jogo: Single-player, multiplayer-local, multiplayer-offline.


Informações Gerais

Nidhogg é um jogo que se aproveita dos gráficos pixelizados para proporcionar um visual peculiarmente belo. Sua mecânica complexa de combinações de botões proporciona movimentos como voadoras, estrelinhas e  batalhas de esgrima, onde a única regra é vencer! E não pense você que por se tratar do esporte esgrima o jogo será algo elegante. O que não vai faltar é “zangue zorrando”, apelação, manhas, e acima de tudo diversão!

Durante um período de 4 anos, Messhof se dedicou no desenvolvimento, revisões, e demonstrações do jogo em eventos privados até sua obra-prima sair do forno e entrar no catálogo da Steam. Ela conseguiu várias premiações de sites como Rock, Paper, Shotgun; Eurogamer; Game Informer e outros.


História

A primeira coisa a se saber é que o Nidhogg se trata de um game ao estilo “arcade”, ou seja, não possui uma história profunda. Aqui vai a ideia básica: Dois oponentes se enfrentam numa batalha de espadas; ao ganhar o duelo, você obtém o controle do jogo e pode avançar pelo cenário pelo seu lado da tela. Mas cuidado, seu adversário pode respawnar alguns segundos após ser morto e retomar o controle da partida. Seu objetivo é chegar até o final da dela para, enfim, ser devorado por Nidhogg. Para quem não sabe, Nidhogg é um ser da mitologia nórdica, um enorme dragão habitante de Niflheim, o mundo inferior. Estranhamente, no jogo, ele é concebido como uma espécie de minhoca rosada e bizarra no jogo. História 10/10 (Ironic Mode ON).

Esse é um fator que não deve ser levado a sério, pois assim como mostra Super Mario, o jogo não precisa ter lógica pra ser divertido. Esse é o ponto forte de Nighogg.


Gráficos

Esse é um dos aspectos curiosos desse game de esgrima surreal. O visual pixelizado, aliado à simplicidade e sofisticação dos cenários, torna a jogatina agradável. Ao mesmo tempo que diverte, torna-se cansativa devido aos míseros 4 mapas que o game proporciona.

Um dos mapas de Nidhogg

Apesar de poucos, um dos aspectos mais divertidos do jogo são os cenários. Todos possuem animações cativantes para evitar  uma atmosfera monótona durante as partidas, sem falar no sangue que jorra do seu oponente a cada “kill”. Dependendo da duração da partida, o cenário pode ficar tão sujo quanto um mapa de Splatoon.

Haja “kills”

Jogabilidade

Messhof inseriu uma boa variação de comandos e ações: podemos, além de usar a espada, correr, pular, agachar, pular agachado, correr por paredes, rolar, fazer “estrelas”, arremessar a espada, dar voadoras, rasteiras, e finalizar o oponente caso esteja caído. Todas essas ações individuais possibilitam inúmeras maneiras de matar seu adversário e, até mesmo, algumas “estratégias” . A desvantagem aparece no tempo de resposta dos comandos que, apesar de utilizar pelo menos 12 teclas, gera algumas frustrações que podem desmotivar o jogador a continuar. Os controles do jogo não são um mistério, em poucos cliques você configura seu teclado. Alguns “enters” e a partida começa quase que instantaneamente.

“Bicho piruleta”

Som

Não há como negar, a música de Nidhogg é incrível, absurdamente bizarra de boa. Apesar de serem poucas faixas, praticamente todas são agradáveis aos ouvidos. Por mais que você não goste de alguma em específico, haverá de convir comigo que a escolha de Messhof de colocar Daedelus (um artista pouco conhecido, mas muito “TOP”) foi algo acuradíssimo. Devemos parabenizá-lo por ter sido certeiro em sua decisão.

Daedelus em 2011

 


Considerações Finais

Joguei por um bom tempo Nidhogg com meus amigos. Hoje não somos mais amigos (pelo menos não até o jogo acabar). Brincadeiras à parte, isso é algo que sentia saudade desde aa época de ouro do do querido “flipper”. Aquela competitividade momentânea que dava espaço para o sentimento de amizade. Dificilmente sinto isso com jogos genéricos e clichês, mas Nidhogg despertou algo em mim.  Que venham mais obras do tipo, afinal, quem não gosta de um bom embate?

História: 5 exp. Essa nota considero como um “quebra-galho”. A motivação para colocar tal pontuação foi a citação à mitologia nórdica, algo por qual tenho bastante admiração (assim como mitologia grega e romana).

Gráficos: 16 exp. Não há dúvidas que os gráficos são estranhos propositalmente. Mesmo sendo ótimos, talvez uma variação de cor e visuais mais trabalhados tornariam o jogo ainda mais belo.

Jogabilidade: 18 exp. A quantidade de movimentos que podemos fazer é algo a se elogiar. O que decepciona é ter suas jogadas impedidas devido a falta de resposta dos comandos que casualmente ocorrem.

Replay: 15 exp. Sem dúvida, Nidhogg proporciona horas de diversão. Porém, pelo fato de ser focado no multiplayer offline, não dura muito tempo até dizer “chega”. O modo single-player é baseado numa AI mediana, e o multiplayer online quase nunca tem jogadores ativos.

Som: 20 exp. Ótimo! Sua partida não é a mesma sem a trilha sonora.  É um estilo que vai muito do gosto pessoal e, mesmo não tendo gostando de uma ou outra música, confessamos que o trabalho vale bastante.

 

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