Crimes & Punishments

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Gustavo Ferratti

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Crimes and Punishments é uma reinterpretação de 6 clássicas histórias de Sherlock Holmes escritas por Arthur Doyle. É um jogo de investigação policial do estilo Point&Click, em que o jogador assume o papel de Homes na maior parte do tempo, podendo controlar Watson esporadicamente. Muitos elementos da história original foram mantidos, de forma que os leitores assíduos irão se identificar bastante com o game. Confesso que comprei o jogo sem esperar muita coisa (paguei R$19,90 em uma promoção de queima de estoque na FNAC), mas fui surpreendido positivamente.


Ficha Técnica

Título original: Crimes & Punishments

Lançamento: 2014

Desenvolvedor: Frogwares/ Focus Home Interactive

Categoria: Aventura, Point&Click

Plataforma: PS4, PS3, Xbox One, Xbox360, PC

Número de jogadores: 1

Online: Não


 

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Ah… A antiga Londres!

 

Jogar Crimes & Punishments é uma experiência bem similar à de ler uma história de Sherlock Holmes. E, obviamente, não é possível vivenciar uma experiência de leitura sem uma certa carga de… LEITURA! O jogador deverá estar preparado para muitos textos, diálogos e logs de registro. Para os preguiçosos, se servir de consolo, todos os diálogos são muito bem dublados com sotaques regionais facilmente identificáveis! Vale lembrar que você precisará de um bom nível de Inglês e que, caso esteja procurando um jogo leve, com muita ação e efeitos especiais, esta pode não ser a melhor opção para você.

Crimes & Punishments é bem linear e com cenários limitados por “paredes invisíveis”, mas dá grande liberdade de escolha do jogador por meio das árvores de dedução (ver imagem). Para resolver um caso, você precisará ler nas entrelinhas, analisar evidências e voltar várias vezes na mesma cena, já que as mesmas provas podem levar a conclusões diferentes. Digo isso, pois mesmo acusando a pessoa errada, o jogo segue em frente de modo que você só saberá se foi justo ao finalizar o game. Você quer dormir tranquilo a noite? Então melhor não deixar nada escapar, Sr. Detetive.

 

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A árvore de dedução que o leva a escolher o culpado do crime.

 

Os gráficos do jogo são muito bonitos, todos feitos com Unreal Engine 3. Às vezes o movimento e a fala dos personagens são um pouco artificiais, mas o nível de detalhamento dos ambientes, o cenário e os efeitos de sombra e luz são espetaculares. A mecânica do jogo também funciona bem a maior parte do tempo. Destaco alguns pontos fortes como a visão de detetive de Homes (uma visão em preto e branco em que o jogador consegue identificar melhor os detalhes da cena), a análise “focada” (onde a partir do corpo, postura, acessórios e vestimentas dos investigados você consegue descobrir mais informações sobre ele), bem como seu diário muito completo. A parte chata fica para alguns minigames nada a ver (que você pode pular, mas que não fazem sentido), bem como algumas funcionalidades que não estão acessíveis para o jogador, mas não aparecem bloqueadas (por exemplo, tentei me disfarçar no início do jogo, customizei todo o traje e na hora de salvar recebi a notificação de que não poderia fazê-lo).

 

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A análise “focada” de Homes. O que um brinco de ouro pode dizer sobre o suspeito?

 

Em suma, Crimes & Punishments é uma boa reinterpretação da obra de Doyle, com boa história e belos gráficos, muitos diálogos e muitos casos mal resolvidos da polícia local de Londres (a Scottland Yard) entregues ao jogador “de bandeja”. Possui sim alguns pontos a melhorar, mas como não estamos falando de nenhuma EA, não vamos ser tão exigentes.

História: 16 exp. A história é muito densa, bem construída e fiel ao livro. O que senti falta foi de uma conexão entre os 6 casos jogáveis, gerando um desfecho final. Temos casos separados muito bem construídos, mas não existe aquele fio tênue conectando todos eles.

Gráfico: 15 exp. Belíssimos gráficos utilizando Unreal Engine 3. Nota não é maior pelas “paredes invisíveis” do jogo (acho que existem outros mecanismos mais inteligentes para limitar a atuação do personagem), bem como movimentos e expressões um pouco artificiais.

Jogabilidade: 12 exp. Possui bons mecanismos e funciona bem, mas sem nada de excepcional. Maiores descontos aqui estão pelos loadings frequentes e pela presença de alguns elementos que não são jogáveis e, mesmo assim, não aparecem bloqueados no início do game (como o armário de disfarces).

Replay: 10 exp. Provavelmente, após zerar o jogo, você irá querer jogar mais uma vez acusando outros personagens. Mas por ser uma campanha single player e não possuir modalidades extras, será um jogo que, depois de fechado, irá ficar na sua prateleira.

Som: 10 exp. Trilha sonora discreta, sem muita identidade. Não cheira nem fede.

 

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