Rogue Legacy

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Augusto Ferratti

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Prepare-se para conhecer um dos jogos mais frustrantes e (ao mesmo tempo) divertidos desde a época dos antigos consoles. Lembra? Aquela na qual a maioria dos jogos não oferecia uma opção de “continue” após uma morte estupidamente fácil de ser alcançada, quase sempre gerada ao“encostar” em um inimigo com inteligência quase nula. Em um período em que a maioria dos games se tornaram fáceis demais por não trazerem desafios verdadeiros, Rogue Legacy é um prato cheio para gamers que buscam diversão em inúmeras tentativas de se alcançar o objetivo final! Tudo com muito bom humor, centenas de upgrades, vários itens e um castelo digno de “Castlevania: Simphony of the Night” que gera cenários aleatórios em cada nova tentativa de se encontrar o chefe final.


Ficha Técnica

Título original: Rogue Legacy

Lançamento: 2013

Desenvolvedor: Cellar Door Games

Categoria: Indie, Rogue, Action-RPG

Plataforma: PC, Playstation 3/4 e PS Vita

Número de jogadores: 1

Online: Não


“Rogue Legacy é um “Rogue-lite” genealógico aonde qualquer um pode ser um herói. A cada vez que você morre, seu filho(a) irá suceder você. Cada criança é única. Uma criança pode ser daltônica, outra pode ter vertigem, eles até podem ser anões. Mas tudo bem, porque ninguém é perfeito e você não precisar ser para vencer esse game.”

Tradução livre – site americano da STEAM

Quando vi esse game em promoção no catálogo da Steam, logo pensei: “Mais um jogo indie tosqueira”. Convenhamos, que não é difícil encontrar jogos ruins desse gênero atualmente. Eles vêm em enxurradas e são mais uma estratégia de se fazer dinheiro fácil, na grande maioria das vezes. Mas fiquei intrigado com o número de avaliações positivas que havia recebido e decidi comprá-lo.

Rogue Legacy não possui uma história empolgante e nem pretende fazer isso, o holofote da produtora foi colocado no conceito do jogo e sua jogabilidade. Para entender melhor sobre o que esto falando é só conferir o trailer aqui.

Você é um aventureiro que entra num castelo para explorá-lo e logo depois de poucos minutos, se vê morto por algum inimigo ou armadilha que são bestialmente difíceis de enfrentar no começo do game (sem contar que há uma infinidade deles).

 

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Tela de Game Over! Você verá ela várias vezes…

 

A genialidade consiste em que, cada vez que você morrer, há uma oportunidade de escolher um novo herói direto de sua descendência, O herói terá uma nova classe e características aleatórias bizarramente engraçadas (nanismo, problemas intestinais, glaucoma, dislexia, gigantismo, TDAH, etc.). Tais características afetam diretamente seu percurso no decorrer do castelo, que também é gerado aleatoriamente.

 

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Escolha sua classe (e as bizarrisses que vêm com ela)

 

O castelo conta com quatro áreas diferentes. É necessário derrotar os chefes de cada uma das áreas para poder chegar ao chefe final.

O jogo é conhecido por possuir o gênero “Rogue-lite”, LITE (leve) porque não se perde tudo após a morte, é possível carregar o ouro do último herói consigo na próxima tentativa. É impossível de se concluir o game em uma primeira jogatina, pois há centenas de upgrades para serem feitos com o ouro recebido, upgrades esses que melhoram as habilidades do herói e liberam novas classes.

 

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A cada novo upgrade uma parte do forte é aumentada

 

No entanto, pensar que o jogo fica mais “fácil” a cada upgrade é um grande erro, pois a dificuldade aumenta proporcionalmente ao número de upgrades realizados. Em outras palavras, O JOGO É DIFÍCIL PRA CARAMBA. A vontade de tentar de novo é o principal atrativo do game! Os chefes também chamam atenção, pois esses necessitam de muita estratégia e a classe correta para serem derrotados. Para completar o jogo 100% é preciso enfrentar esses chefes mais de uma vez! E sério, é frustrante demais tentar, tentar e tentar! Prepare-se pra morrer várias vezes porque é quase impossível de vencê-los.

Não é difícil notar também referências ao Jogo do PS1 “Castlevania: Simphony of the night” durante o percurso nesse game. A trilha sonora, o mapa, os layouts do castelo com diferentes áreas, os inimigos (principalmente os bosses) e até o fato do personagem “Caronte” aparecer e te tirar todo o ouro a cada vez que você entra no castelo, são indícios fortíssimos que a produtora teve Castlevania como grande inspiração.

 

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Boss a la Castlevania… 

 

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… e mapa a la Castlevania também!

 

História: 5 exp. Não há uma grande história ou enredo, não é o foco. O único elemento que chama atenção são alguns livros que você pode achar durante a jornada no castelo que explicam um pouco sobre os fatos e te deixa ansioso para saber quem é o grande vilão. Mas nada de surpreendente no final.

Gráficos: 20 exp. Muito bons, apesar de serem desenhados 2D, o estilo retro misturado com efeitos atuais caiu como uma luva para esse gênero.

Jogabilidade: 18 exp. Pode ser um pouco frustrante no começo por não se possuir muitos poderes, mas é a idéia do jogo! Os controles são precisos e há uma série de habilidades que se pode usar facilmente seja no controle ou teclado.

Replay: 20 exp. Garantido! O castelo volta sempre com inimigos mais fortes após a 1ª, 2ª, 3ª (e assim por diante) conclusão do game! Você não quer parar de jogar, pois os upgrades são quase infinitos e o castelo sempre muda.

Som: 10 exp. Trilha sonora muito envolvente, mas chega a ser repetitiva. Os sons dos personagens são limitados.

 

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