Road Not Taken

Home / Resenhas / Games / Road Not Taken
Gustavo Ferratti

Gustavo Ferratti

Sócio Fundador em Com'Aboard Geek Culture
Você sabia que Gustavo Ferratti é fundador da Com'Aboard? Quer ler resenhas publicadas por ele? Confira abaixo! =]
Gustavo Ferratti

Últimos posts por Gustavo Ferratti (exibir todos)

 

 

Road not Taken é um jogo de RPG/Fantasia criado pela Spryfox, cujo título foi inspirado no poema de mesmo nome escrito por Robert Frost em 1920 (link aqui). O game está bastante relacionado ao poema, já que suas decisões são definitivas. Uma vez que você escolha um caminho (da fortuna ou da amizade), não será capaz de seguir pela outra estrada em vida. Road not Taken é, por si só, um excelente exemplo para a definição do gênero roguelike. E, para você que acabou de descobrir sobre a existência desta categoria, segue o significado:

“Subgênero de jogos RPG, caracterizado pela geração de level aleatória durante a partida. Os mapas são baseados em tiles (quadradinhos) e a morte é definitiva. Normalmente, o cenário apresenta narrativa high fantasy.”

(Da nossa mãe, a Wikipedia)

Em Road not Taken, você controla um ranger desconhecido com a árdua missão de resgatar crianças perdidas em uma floresta. Suas ações são reduzidas a movimentos em quatro direções (cima, baixo, direita e esquerda), além das funcionalidades de seu cajado (levitar, posicionar e arremessar objetos).

Para cada missão de resgate, um ano se passa e o número de crianças desaparecidas vai aumentando, bem como a dificuldade da missão. No total, são 15 anos até o seu personagem falecer. Você será constantemente lembrado disso ao longo do jogo, tanto por um médico com declarações pessimistas (“Eu não espero ver mais você por muito tempo!”), quanto pelas telas no início das missões.

 

rnt_rotationart_doctor

 

No final de toda fase, você retorna a um vilarejo. Lá, é capaz de interagir com alguns NPC’s ou ficar no conforto de sua residência em companhia de um gato. Os NPC’s compartilham experiências com você, lhe dão equipamentos e muito, muito amor. Amor? Sim, você aumenta seu nível de amizade com a maioria dos personagens do jogo trocando presentes. Caso você acerte o gosto deles, será recompensado com pedidos de namoro, casamento e filhos. Meio clichê, mas muito recompensador (pelos itens e pela história).

Quanto à mecânica, o jogo é bastante minimalista em seu sistema de pontuação. Diferentemente da maioria dos RPG’s, onde sua energia é dividida em pontos de vida (HP) e mana (MP), toda energia gasta é atrelada a um sistema unificado de energia vital de seu personagem.

Os puzzles exigem MUITO raciocínio. Todo mapa é uma surpresa diferente, com mais de 200 elementos que interagem entre si e podem ser combinados de forma aleatória. Quanto mais você avança, mais tempo você tem que ficar raciocinando antes de “sair fazendo” as coisas. A combinação de certos elementos pode ser letal e gerar monstros que consumirão quase toda a sua energia!

 

Enemies

 

– Mas Gustavo, você disse que são 15 anos até o final do jogo…
– Disse.
– E seu morrer no 7º ano?
– Game Over.
– Mas é fácil chegar até o 15º ano?
– Não, não é.
– E se eu morrer, eu perdi tudo?
– Quase tudo…

 

House

 

E é aí que vem uma sacada genial dos criadores. Seu diário continua com você, deixando evidente toda experiência e conhecimento que você adquiriu. Além disso, existe uma lista de monstros que você pode banir dos mapas (máximo de 3 por nível), para não ver mais aquele fantasma filha da #*@! que te matou da última vez. Há também uma fonte dos desejos espalhada pelos mapas que minimiza os impactos de sua morte (você não perde os itens guardados em sua casa e o progresso).


Ficha Técnica

Nome: Road not Taken

Lançamento: 2014

Desenvolvedora: Spryfox

Categoria: Puzzle/Roguelike

Plataforma: Mac, Windows, Play4

Número de Jogadores: 1

Online: Não

História: 14 exp. A história é bem elementar. Não existe uma trama complexa ou reviravoltas. Mas a constante interação com os personagens enriquece o game, gerando curiosidade sobre as reações, desejos e emoções do personagem.

Gráficos: 16 exp. O jogo é muito bonito. Todo ilustrado, com curtas que dão impressão de que os personagens foram costurados a mão. Tudo parece ter sido feitos sob medida, encaixando muito bem com a temática proposta.

Jogabilidade: 15 exp. Jogabilidade simples, intuitiva e funcional. Sistema de pontos de energia faz você pensar muito antes de tomar qualquer ação, o que é bacana para a temática puzzle. Contudo, as vezes o jogo fica um pouco travado em momentos críticos, pois um passo errado pode significar sua morte.

Replay: 15 exp. Você vai querer jogar outras vezes para casar com outros personagens, ser mais eficiente na coleta de recursos, bater seu recorde de tempo em determinada fase e completar seu databook. Mas o que motiva o replay é o desafio. Nada de rankings online, multiplayer interativo ou algum modo exclusivo liberado ao platinar o jogo. É um jogo para solo players.

Som: 8 exp. A trilha sonora não tem uma identidade forte e deixa um pouco a desejar.

 

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: