Risk of Rain

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Caio Racy

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“Risk of Rain é um jogo de ação em plataforma com elementos roguelike. Com a morte permanente como característica primária, os jogadores terão que dar o seu melhor para conseguir ir o mais longe que puderem. Lute em um misterioso planeta com inimigos e chefes aparecendo aleatoriamente, tanto sozinho, quanto com até 3 amigos online co-op.”

Tradução livre da página da Steam (link)

Jogos com vários elementos gerados aleatoriamente me atraem muito, pois são capazes de inibir a repetitividade e previsibilidade, forçando o player a desenvolver novas técnicas e resolver problemas de forma ágil. Risk of Rain incorpora perfeitamente o conceito, sendo um roguelike em que o jogador começa “pelado” e enfrenta várias hordas de monstros, progredindo sempre por meio de caminhos distintos. Confiram o review na íntegra!


Ficha Técnica

Titulo Original: Risk of Rain

Genero: Ação, Indie, RPG

Lançamento: 2013

Desenvolvedor: Hopoo Games, LLC

Distribuidora: Chucklefish

Plataforma: PlayStation 4, PlayStation Vita, Microsoft Windows, Linux, Mac OS Classic.


O jogo se passa em um futuro distante onde trens e naves espaciais são artefatos comuns. Um desses transportes leva uma carga misteriosa e, acidentalmente, cai em um planeta desconhecido, deixando um único sobrevivente na queda… e eu nem preciso dizer que este sobrevivente é você.

 

Começo do game... tudo tranquilo
Começo do game, tudo tranquilo.

 

A proposta do jogo é evoluir constantemente, enfrentando uma tonelada de monstros enquanto avança pelos diferentes níveis em plataforma, permeados por uma evolução gradativa de dificuldade. O jogo chega a níveis estupidamente difíceis, colocando o jogador em situações em que ficará encurralado por monstros ou simplesmente morrerá de forma prematura, forçando-o a reiniciar seu progresso desde o início (quem disse que só Ghost ‘n Goblins e Dark Souls são desafiantes?).

 

Quanto mais demorar pior para você.
Quanto mais demorar pior para você…

 

A quantidade de itens impressiona, sendo estes desbloqueáveis conforme o progresso no jogo (vide figura abaixo). Como os mapas são gerados aleatoriamente, a experiência do player é realmente algo empírico, levando-o a se adaptar ao contexto e a encontrar uma estratégia específica para cada ambiente. Os mapas cheio de segredos, passagens secretas e mistérios instigam os “olhos de águia” dos jogadores mais detalhistas.

 

Todos os itens. Ah, e eles são acumuláveis!
Todos os itens. Ah, e eles são acumuláveis!

 

A variedade de personagens também surpreende por ser um jogo relativamente pequeno. O grande “inconveniente” é que o jogador deve explorar o planeta várias e várias vezes para conseguir jogar com todos os personagens desbloqueáveis.

 

Tela de Seleção dos Personagens
Tela de Seleção dos Personagens

 

Tudo isso já parece muito bom para um jogo indie, mas além dos pontos exibidos anteriormente e os gráficos retros maneiros, a trilha sonora do game é a “cereja do bolo”! A cada cenário, há uma nova música contagiante e condizente com o lugar em que o jogador se encontra. As músicas conseguem ser relaxantes e, ao mesmo tempo, de forte presença, fornecendo completa imersão no jogo.

Risk of Rain é um jogo indie muito bem-vindo no universo gamer. Apesar de simples, não deixa a desejar em nada no quesito diversão e vontade de jogar. Melhor ainda é fazê-lo com os amigos, que tornam aquela tarde do fim de semana muito mais agradável.

História: 8 exp. História pouco desenvolvida, só dá o pano de fundo, mas não chega nem perto de ser o principal mérito do jogo.

Gráficos: 15 exp. Ótimos gráficos e animações 2D. Faltou um pouco de detalhe nos personagens, apesar dos monstros e cenários serem muito bem desenvolvidos.

Jogabilidade: 14 exp. A jogabilidade é simples e sem segredos, mas o jogo é difícil e requer aprendizado do jogador. Após algum tempo, a tela fica um pouco poluída pela quantidade de monstros e danos em um mesmo local, mas a sequência dos botões é de fácil assimilação.

Replay: 14 exp. Apesar de ser bem aleatório, o jogo se torna um pouco repetitivo com o passar do tempo. A possibilidade de retornar às fases anteriores para evoluir e se preparar para o boss final reforça o meu comentário. Apesar disso, com certeza irá te prender por algumas boas horas.

Som: 20 exp. Não há o que falar de ruim sobre as músicas envolventes e muito bem trabalhadas. O jogador fica com muito mais vontade de jogar com a trilha sonora imersiva e extremamente coerente com os cenários.

 

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