Dying Light

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Helton Kazume

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Zumbis nunca ficam fora de moda. E é por esse motivo que exploro hoje a temática com um dos mais populares shooters contemporâneos do gênero survival horror: Dying Light. O jogo gira em torno de Kyle Crane, um agente secreto do governo que foi enviado para Harran, uma cidade fictícia infestada por mortos-vivos fortemente inspirada na cidade de Harã ao sul da Turquia. Haran é uma zona de quarentena que, apesar da infestação dos zumbis, está cheia de pessoas inocentes que não foram capazes de escapar antes do isolamento da cidade. Sua missão principal é ajudar os civis enclausurados e descobrir a origem dessa infestação e uma possível cura. Com o desenrolar do jogo, Kyle percebe que a verdadeira intenção dos seus superiores não é salvar Haran, mas destrui-la eliminando de uma vez por todas a infestação de mortos-vivos. É claro que isso não ficará barato… o obstinado Kyle não desistirá tão facilmente de sua missão original e irá fazer de tudo para evitar a morte de milhares de pessoas inocentes (e a dele mesmo).

 

Cidade de Harran
Cidade de Harran

 

Quem acompanhou de perto o desenvolvimento de Dying Light se lembra que, em 2012, surgiram vários boatos de que esse seria uma continuação de Dead Island, uma outra franquia criada pela Techland. No entanto, a produtora adicionou tantas funcionalidades diferentes que optou por lançar um novo título. A estratégia deu certo: Dying Light foi o jogo mais vendido no mês de janeiro de 2015 quebrando recordes na categoria survival horor. Posteriormente, a Techland lançou atualizações como a Cuisine & Cargo, The Bozak Horde e, mais recentemente, em fevereiro de 2016, a expansão Dying Light: The Following.


Ficha técnica

Título original: Dying Light

Lançamento: 27 de Janeiro de 2015

Desenvolvedor: Techland

Categoria: Tiro em primeira pessoa, sobrevivência, ação, horror.

Plataforma: PS4, Xbox One e PC (Steam).

Números de Jogadores: 1 a 4

Online: Sim/não


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Jogabilidade

Dying light é um jogo de tiro em primeira pessoa com o sistema de mundo aberto. Para sobreviver, o jogador deverá basicamente fazer tudo o que está habituado em jogos do gênero survival horror, isto é: elaborar e coletar armas, exterminar a população infectada, dominar bases para passar a noite e fugir das hordas de zumbis quando “a coisa ficar feia”.

 

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Destaco aqui dois grandes diferenciais inovadores de Dying Light que o fazem ser um nome de peso na categoria. Primeiramente, o grande foco em parkour que permite executar várias ações de fuga mirabolantes que envolvem subir em paredes, correr e saltar de telhados, se apoiar em pequenas bordas, entre outras coisas. Mas o parkour não fica restrito necessariamente a fuga, podendo também ser utilizado em combate combinado com ataques o que gera efeito devastadores.

O segundo destaque fica para o ciclo de dia e de noite bastante dinâmico e peculiar. Na calada da noite, os zumbis são mais rápidos e fortes e podem sentir seu cheiro ou ouvi-lo a centenas de metros. Além disso, mortos-vivos especiais, mais fortes que o comum, surgem no período noturno oferecendo novos desafios. O que é interessante é que, ao mesmo tempo que o game dificulta muito as coisas durante a noite, ele recompensa os jogadores que quiserem encarar o céu estrelado com pontos de experiência de combate e habilidades dobrados. Aos primeiros sinais do amanhecer do dia, os zumbis já perdem sua vantagem noturna e se tornam mais lentos e fracos.

 

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Modo Multiplayer

Esse modo suporta até 4 jogadores no co-op mode. A quantidade de inimigos e a dificuldade são proporcionais à quantidade de jogadores e a seus respectivos níveis. No modo de desafio, os jogadores poderão competir entre si matando o maior numero de zumbis ou em uma corrida de parkour. Também há um modo de jogo chamado Be The Zombie (em português, “Seja o Zumbi”) que possibilita que o jogador seja um zumbi muito forte chamado de Night Hunter. O jogador que escolher ser o morto-vivo poderá entrar em mundos de outros jogadores para lutar contra eles. A missão do infectado e dos humanos são as mesmas de sempre: destruir os humanos e matar o zumbi, respectivamente.

 

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(Foto: Night Hunter)


Impressões Pessoais

É um jogo muito foda, o mundo é bem amplo e há muitas coisas para fazer e explorar. Também há dungeons para concluir que recompensam o jogador com itens muitos fortes. Alguns deles são tão difíceis que chegam a ser praticamente impossíveis de se completar na modalidade solo (na verdade, até em campanha é difícil de fechar).

Quando alcançar o nível máximo, o jogador conseguirá excelentes armas e poderá aprimorá-las com o sistema de crafting que garante propriedades adicionais como explosão, eletricidade, congelamento, etc. No nível máximo com armas fodásticas (e zumbis que param acompanhar proporcionalmente o nível do jogador) os combates deixam de ser tão emocionantes quanto no início e passam a serem fáceis demais, infelizmente, diminuindo o replay do jogo. Mas são para isso que servem as expansões não é mesmo?

História: 14 exp. Não explica como tudo começou, deixando vaga a parte de como Harran se torna uma Zona de Quarentena. Mas tirando essa parte, a trama é muito boa e explica (quase) tudo.

Gráficos: 17 exp. São ótimos, porém o jogo é bem pesado exigindo um hardware robusto.

Jogabilidade: 18 exp. A proposta do jogo é fantástica com ciclos de dia e noite com elementos bem diferentes e elementos de Parkour que intensificam a ação e aumentam o dinamismo do jogo.

Replay: 12 exp. Replay muito alto até a obtenção do nível máximo, após isso o jogo se torna muito repetitivo e cansativo, justificando o lançamento das expansões.

Som: 16 exp. Efeitos sonoros excelentes. Muito bom e é recomendável jogar com o som ligado para não ser atacado de surpresa. Mas o que peca é que quase não há trilha sonora, prevalecendo o som ambiente e dos zumbis.

 

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