Don’t Starve

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Gustavo Ferratti

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Tentei jogar Minecraft algumas vezes, mas não consegui me identificar com os gráficos totalmente pixelizados em pleno século XXI (fãs de Minecraft, me desculpem). Don’t Starve é um game que utiliza mecanismos bem parecidos aos de Minecraft, com desenvolvimento de sistemas complexos a partir da coleta de matérias-primas elementares. No entanto, os desenhos com belos traços e a atmosfera, ao mesmo tempo bem-humorada e macabra, atraem outros tipos de jogadores para o game. Não deixe as sombras te alcançar e não morra de fome. DON’T STARVE!


Ficha Técnica

Título original: Don’t Starve

Lançamento: 2013

Desenvolvedor: Klei Entertainment

Categoria: Survival, Aventura

Plataforma: PS4, PS3, Xbox One, Android, iOS, PC

Número de jogadores: 1 (expansão Don’t Starve Together permite até 6)

Online: Não (somente com a expansão Don’t Starve Together)


História

A história principal é contada brevemente no trailer do game. Em uma noite escura e tempestuosa, o cientista Wilson não está conseguindo chegar a lugar algum em seus experimentos. Magicamente, o seu rádio é ligado e uma voz misteriosa propõe se ele não estaria interessado em alguns “conhecimentos secretos”. Wilson aceita a proposta e sua mente é iluminada, tornando-o capaz de construir uma espécie de máquina do tempo. No entanto, ao puxar a alavanca da máquina, os braços sombrios do feiticeiro Maxwell (a voz que falou com Wilson no rádio) agarram o cientista, teletransportando-o para uma outra dimensão. Wilson acaba de conceder poderes ao terrível Maxwell e está “pelado” em um mundo novo e totalmente desconhecido.


Gameplay

Você começa o jogo controlando o protagonista Wilson, mas estará apto a desbloquear outros personagens conforme for evoluindo no jogo. Logo na primeira noite, descobrirá que “the night is dark and full of terrors” (GoT na veia). Você não pode ficar no escuro ou as sombras de Maxwell te aniquilam, simples assim. Existem vagalumes e incêndios provocados por raios que te salvam algumas vezes, mas sem uma fogueira, você não é ninguém.

Há um marcador de tempo no topo da tela indicando quantos dias se passaram e em qual período (manhã, tarde ou noite) você se encontra. Existem também 3 indicadores de sobrevivência: saúde, nutrição e sanidade mental. Quando a saúde atinge 0 você morre. Quando sua nutrição atinge 0, você vai perdendo saúde até morrer de desnutrição. E quando sua sanidade mental atinge 0, criaturas bizarras aparecem e te atacam. Enfim, não é legal que nenhum dos marcadores atinja 0 porque você acabará morrendo. A nutrição você recupera comendo (óbvio), a saúde você recupera com itens de cura e dormindo (apesar de comer também recuperar um pequeno percentual) e a sanidade mental você recupera apanhando flores, dormindo, evoluindo e socializando. O grande desafio dos jogadores é encontrar um equilíbrio entre os indicadores de sobrevivência. Ao tomar decisões corriqueiras, haverá um impacto em cada indicador e cabe a você avalia-los. Por exemplo: sei que comer comida estragada mata a fome, mas prejudica a sanidade… compensa eu comer estas frutinhas que esqueci na minha mochila?

 

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Sobrevivendo os primeiros dias…

 

O quick menu fica na lateral da tela e é dividido em várias categorias de construtos. As possibilidades de invenções são tão amplas, que mesmo com as categorias bem divididas o jogador pode ficar um pouco perdido. As categorias abrangem construções civis a rurais, itens de moda a magia negra. Os mapas são gerados aleatoriamente, logo não existirá um jogo igual toda vez que iniciar uma nova campanha. Diga-se de passagem, que os mapas são GIGANTESCOS e todos possuem opção de acesso para o subsolo e uma máquina de teletransporte para outros mundos.

 

mapa-dont-starve
Parte do mapa GIGANTE explorado.

 

Grandes oscilações na jogabilidade ocorrem com as estações do ano. Por exemplo, no inverno, os lagos congelam impossibilitando a pesca, o personagem sente frio tendo que abrigar-se e as noites são bem mais longas. O replay do jogo é bem alto por si só, mas os personagens desbloqueáveis possuem habilidades próprias que intensificam esse quesito. Por exemplo, a personagem Willow é piromaníaca e recupera sanidade mental ao iniciar incêndios, o robô WX78 pode comer comida estragada sem prejuízos, mas enferruja na chuva.

 

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The Winter is coming…

 

Alguns pontos que podem comprometer um pouco a experiência do jogador é o mining intenso e constante, bem como a frustação da morte. O empirismo do game também é algo que o jogador pode adorar ou odiar. Você não saberá tudo “de primeira”. Usar a fala dos personagens para tentar descobrir algo novo ajuda, mas as informações são vagas e dependem da inteligência do personagem que você controla. Ser só single player é outro ponto, mas isso já foi corrigido em Don’t Starve Together.

 

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Don’t Starve Together – “De 2” é mais divertido.

 


Personagens

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Wilson: é o único personagem jogável no início. Protagonista da história, não tem habilidades especiais além de “cultivar uma magnífica barba”. Apesar de não parecer muita coisa, os pelos raspados da barba de Wilson permite fazer uma efígie de carne, item que pode ressuscitar o personagem no game.

 

 

 

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Willow: vem com um doce isqueiro. Primeira personagem feminina jogável. É piromaníaca e imune ao fogo. Quando fica nervosa (ou seja, com baixa sanidade) começa a botar fogo em tudo.

 

 

 

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Wolfgang: é bem mais forte que os outros personagens do jogo, mas como bom “maromba” precisa estar sempre de barriga cheia (senão os músculos murcham). Apesar do corpanzil, Wolfgang tem medo do escuro, perdendo bastante sanidade em ambientes com baixa luminosidade.

 

 

 

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Wendy: tem uma irmã gêmea falecida, a Abigail. O fantasma de Abigail pode ser invocado por meio de uma flor que carrega depois de alguns dias, agindo como um companheiro no jogo. Wendy perde menos sanidade no escuro e ao enfrentar monstros, mas é mais fraca do que outros personagens.

 

 

 

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WX78: é um robô que pode comer comida estragada e se aprimorar comendo engrenagens. Se for atingido por um raio, vira uma “lanterna ambulante” que anda mais rápido que o normal. Sua única desvantagem é que enferruja na chuva, perdendo saúde a altas taxas.

 

 

 

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Wickerbottom: é uma professora velha e muito inteligente que já vem com construções mais avançadas liberadas. Também é capaz de construir itens científicos por menor custos e escrever livros que aplicam efeitos legais no jogo. No entanto, sofre de insônia e não pode comer frutas estragadas.

 

 

 

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Woodie: é um lenhador, portanto, corta madeira bem mais rápido que os outros personagens. Seu machado é indestrutível e já começa com o jogador logo no início da partida. No entanto, Woodie guarda um terrível segredo…. Se ele corta muita madeira (ou nas noites de lua cheia) ele se transforma em um terrível Castorzomen! Nessa forma, o personagem pode destruir tudo muito facilmente, mas quando se recupera, sua fome, sanidade e saúde estão extremamente baixos.

 

 

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Wes: é um mímico francês e, como bom mímico, não fala nada (não dá dicas). Não é liberável por experiência como os outros personagens (exige um evento especial). Foi feito para oferecer maior dificuldade a jogadores experientes, já que é fraco e sua saúde, nutrição e sanidade decaem a índices bem mais altos que o normal. Sua vantagem é que pode inflar balões que proporcionam reações em cadeia maneiríssimas e distraem oponentes.

 

 

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Maxwell: o “chefão” do jogo. Liberado depois que você bate final no jogo (descubra como aqui). Maxwell já começa o jogo com um baita arsenal de itens e habilidades. Pode invocar criaturas das trevas e sua sanidade se recupera naturalmente. Mas não pense que isso é algo bom! Pois como vilão, Maxwell e os companions que invoca ficam mais poderoso quando sua sanidade é baixa. Apesar do seu alto poder mágico, tem baixa saúde, sendo muito frágil a ataques corpo-a-corpo).

 

 

Obs. Cada expansão adiciona mais três personagens oficiais a lista acima. Além disso, existem várias DLC’s e mods feitos por fãs, abrindo a possibilidade de jogo para personagens de animes, filmes, seriados e outros games. Tem até mod do Darth Vader!


Expansões e DLC’s

Don’t Starve possui três expansões oficiais: Reign of Giants, Shipwrecked e Together. Também existe a versão Giant Edition que é uma adaptação do Reign of Giants para PSVita.

Reign of Giants adiciona gigantes míticos ao jogo, estações de primavera e outono (no original é só verão e inverno), novos biomas (deserto e floresta temperada), novos personagens (Wigfrid e Webber), efeitos no jogo (umidade e superaquecimento), plantas, itens e comida…. Enfim, muda bastante coisa na fórmula original, deixando o jogo com mais opções, porém um pouquinho mais difícil.

Shipwrecked adiciona navegação o que abre um mundo de possibilidades. Neblina, direção do vento, inundações e furacões são preocupações que passam a estar presentes na vida do jogador com essa expansão. Novos materiais também estão presentes (como o bambu), personagens (Walani, Warly, Wilbur e Woordlegs), efeitos vulcânicos e muito mais.

Já Don’t Starve Together é a expansão que permite até 6 jogadores simultâneos em um único mundo, seja online e LAN (agora com a expansão Reign of Giants incluso).

Um dos grandes diferenciais de Don’t Starve é a grande comunidade online, com wiki forte (link) e muitos mods e DLC’s desenvolvidos por fãs. A loja da Klei também tem muita coisa legal inspirada no jogo (confira aqui) o que aumenta bastante a sinergia jogador-empresa.

 

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Todas as expansões oficiais lançadas até o momento.

História: 16 exp. O modo aventura é bem legal, mas tem que ser descoberto no jogo por meio da máquina de Maxwell.  O mais forte do game são a interação dos personagens e criaturas com o ambiente. Não é preciso escrever muito para entender “qual é” a de cada um.

Gráfico: 16 exp. Personagens, cenário, construtos, tudo nitidamente desenhado a mão. Expressões nítidas e arte customizada para o jogo.

Jogabilidade: 16 exp. funciona muito bem, com menus laterais de fácil acesso, marcadores de sobrevivência bem desenvolvidos e sistemas internos balanceados. Minha ressalva fica para a dificuldade em clicar em alguns elementos do cenário (por conta da câmera superior), desencadeando algumas ações indesejadas as vezes.

Replay: 16 exp. Muito alto pela diversidade plantas, animais, construções e cenários existentes (o score aumenta ainda mais se considerar as expansões). A única ressalva fica para a necessidade de mineração constante de recursos (que pode ser um pouco enjoativo as vezes) e o modo multiplayer só disponível mediante compra da expansão.

Som: 13 exp. Apesar das musiquinhas marcantes e da qualidade dos efeitos sonoros, minha nota é mediana por conta de dois elementos extremamente irritantes: o grito das aranhas a noite e o dos pinguins no inverno.

 

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