Damned

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Augusto Ferratti

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Lembro até hoje, em meados de 2012, o dia que fui para o colégio e meus amigos estavam comentando sobre um jogo que supostamente fazia qualquer marmanjo se borrar de medo. A novidade era a impossibilidade de poder se defender com armas,  longos momentos caminhando em uma floresta que parecia não ter fim, ouvindo apenas o som dos grilos, dis seus passos e, ocasionalmente, os gemidos de um monstro que aparecia “do nada”. Quando você olhava para trás, lá estava ele, parado, estático, apenas te observando! Estou falando de “Slender”, sucesso imediato que gerou muitos vídeos no Youtube devido aos seus “jumpscares” (segue o link para o download do jogo de graça)

 

slender
Olhe atrás da árvore

 

Porém, entretanto, contudo, todavia, não obstante, não é exatamente sobre esse jogo que irei falar. Vou falar de um game bastante influenciado por Slender, mas que mostra o potencial de nós brasileiros, muitas vezes reconhecidos pela comunidade gamer internacional somente por nossas risadas típicas “HUEHUE” e nossos insistentes pedidos impertinentes como “GIBE MONEY, PLOX?”. Hoje venho vos falar de DAMNED, um jogo de horror independente desenvolvido pela empresa catarinense “9heads Games Studios” que, com certeza, lhe proporcionará boas risadas e sustos com seus colegas BR e todos os gringos malucos da internet.


Ficha Técnica

Título original: Damned

Lançamento: 2014

Desenvolvedor: 9heads Game Studios

Categoria: Indie, Survival, Horror

Plataforma: PC

Número de jogadores: De 2 até 5 (online)

Online: Sim


Quando Damned saiu foi um alvoroço só: muitos bugs, pouco suporte e demanda de um PC de aço para rodá-lo nas configurações mínimas… uma notícia muito ruim para um jovem ansioso como eu! Com o passar do tempo, os bugs foram corrigidos e o jogo ficou “rodável” em máquinas menos potentes com uma Intel HD Graphics da 1ª geração.

 

Os cenários são tranquilos...
Os cenários são bem tranquilos…

 

Lembro-me perfeitamente da tarde em que joguei Damend pela primeira vez. Estava em uma conversa com 4 amigos no Skype e compramos um 4-pack em uma daquelas promoções relâmpago da Steam. Ao logarmos, uma música macabra de um piano antigo com muitas notas dissonantes… some a isso a um conjunto de cordas grave de fundo e entenderá o estado de desespero total que o game havia nos nos colocado.

O conceito do jogo é simples: 5 players em uma partida. Dos 5, 4 são personagens humanos sem nenhuma habilidade especial e 1 é um monstro com habilidades paranormais.

O leque de ação dos humanos é bastante restrito: correr, andar devagar, abrir portas e se agachar. Os jogadores ficam confinados em diferentes áreas do mapa (que pode ser um hospital, restaurante, hotel, asilo abandonado, floresta, etc.) procurando por uma saída. Para isso, deverão coletar chaves, pés de cabra e códigos de papel espelhados randomicamente a fim de desbloquear portas, cofres e remover algumas tábuas de madeira. Tudo isso já parece difícil o bastante, frente aos ambientes escuros e o cenário gigante… mas, para piorar, cada personagem tem como única fonte de luz uma lanterna com baterias de carga limitada. E caso você fique muito tempo sem luz por não ter coletado baterias novas, além de não enxergar nada no escuro, sua sanidade cai e você alucina. Por alucinar, entenda enxergar mãos saindo do chão que te prendem ao andar, rostos aparecendo de repente em sua tela e luzes piscando.

 

Os humanos
O time de humanos
Mãos saindo do chão. Insano!
Mãos saindo do chão quando sua sanidade abaixa… literalmente INSANO!

 

Muito difícil? Pois bem, meus amigos, é agora que chega a pior parte… O que torna o jogo mais difícil é a a presença do 5º player, um monstro controlado por um dos seus colegas cujo principal objetivo é persegui-lo de todas as maneiras possíveis nos espaços confinados!”Mas Augusto, então o jogo é ação total? Correria para todo lado?” Bem, não exatamente… Os monstros são bem balanceados, possuindo características e limitações únicas que permitem manter o clima de suspense por certo período. Para compreender melhor o que estou falando, segue uma breve descrição de cada um deles:

 

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Lurker: um monstro gigante feito de carne. Suas mãos são extremamente grandes e parecem garras. Ele começa o jogo em sua forma de fantasma, podendo atravessar portas e andar livremente pela fase. Nessa forma, ele é incapaz de ver os outros players, mas pode acionar armadilhas nos diferentes objetos da fase (piano, armários, relógios). Quando um humano passar pela armadilha, um barulho enorme será feito, revelando a localização exata dos outros jogadores. Após um curto período de tempo, é possível desbloquear forma física do monstro, que agora pode atacar os humanos. A grande desvantagem da forma física é que sua visão é muito limitada, você pode ser barrado por portas trancadas e seu tempo de ação é muito curto. Para jogar com esse monstro é necessário muita estratégia.

damned_02

Phantom: um fantasma muito malandro que voa, não possui visão, mas ouve muito bem. Esse monstro sempre é visível aos outros players e pode atravessar portas, porém, para vê-los, é necessário chegar muito perto deles ou que algum player faça barulho (tente abrir uma porta trancada, ligue/desligue a lanterna ou corra). Os players devem andar lentamente enquanto o phantom está por perto.

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Mary: para mim, é o pior inimigo do jogo. Ela é uma cópia da menina de “O chamado”, anda devagar e fica se teletransportando pelo mapa, seja voluntariamente pelo controle do player ou forçadamente quando fica muito tempo em um mesmo local. Essa bichinha já rendeu muitos gritos de madrugada! O jogo conta com a opção de usar o microfone e é sensacional ouvir o pessoal gringo gritando ao vê-la. Ela se move devagar, mas caso fique muito tempo olhando um dos players, sua barra de fúria aumenta e ela corre mais rápido que o “Bolt” em direção ao player e tirando-o do jogo!

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Fallen: é um monstro mais recente. Uma estátua de olhos vermelhos que imita um anjo caído,  usa cópias de estátuas para encurralar os players. Não vou discorrer muito , pois joguei pouco com ela. No entanto, sei que começa em estado fantasma e entra na forma física depois de plantar 12 a 14 estátuas. Os players podem destruir esses obstáculos iluminando-os diretamente com suas lanternas por um certo período de tempo.

 

Tão bom "vencer" com os amigos :,)
Tão bom “vencer” com os amigos :,)

História: 0 exp. Não há história ou muito menos um enredo. Como você está naquele local? Quem são os players? Por que o monstro está lá? Vai saber…

Gráficos: 18 exp. Sem palavras, os brasileiros mandaram muito bem! Belos gráficos, cenários excelentes e monstros bem detalhados. O que poderia melhorar é o gráfico dos players, mas pouca coisa.

Jogabilidade: 10 exp. O jogo é meio “bugado”, não é difícil ficar preso em algum lugar, chaves se tornarem incapazes de serem coletadas e portas difíceis de abrir. Mas isso acontece 1 vez a cada 4 horas (dados de uma pesquisa feita por mim mesmo). Tirando isso, jogabilidade é intuitiva e fácil para os players humanos, Quanto aos monstros, muitas vezes é necessário recorrer aos manuais da internet para ver como eles realmente funcionam.

Replay: 20 exp. Esse é o ponto forte, você vai querer ver seu amigo gritando, gritando e gritando de novo. Ficar na expectativa para ver se irá ser o monstro e, como humano, achar as chaves sempre em lugares diferentes.

Som: 18 exp. Trilha sonora sensacional e necessária para que os os monstros achem os humanos e vice-versa. Uma música macabra toca quando o monstro está perto! O que me fez tirar nota desse quesito é o grito dos humanos quando são pegos. Sério, só jogando para sentir como é estranho.

 

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