Vikings

Gabriela Monteiro

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Gabriela Monteiro

 

Co-autora: Juliana Yendo

Faltando poucos dias para o retorno da quarta temporada, chegou a hora de matar um pouco a saudade de Vikings. A série de produção irlando-canadense criada por Michael Hirst (The Tudors) é inspirada na história dos conquistadores e navegadores Escandinavos, concentrando-se especialmente na figura heroica de Ragnar Lodbrok (interpretado por Travis Fimmel), que foi considerado o flagelo dos reinos, que correspondem hoje aos territórios da Inglaterra e da França. Produzida pelo History Channel, a trama se passa no final do século VIII e mistura fatos e personagens reais com fictícios.

Com um recorte que foi até então pouco explorado em outras produções sobre a época, a série faz um grande esforço de pesquisa para trazer ao telespectador uma atmosfera detalhada dos costumes, crenças e características desses povos nórdicos – a produção, a direção, a trilha sonora e o cuidado com o figurino e a maquiagem trazem cenas muito bem detalhadas. Entretanto, diante de relatos históricos confusos e mesclados a mitos e lendas nórdicas, propositalmente, alguns deles foram alterados para dar mais possibilidades ao enredo.

Entre os detalhes trabalhados, é mostrado claramente o conflito entre a religião Cristã e a Pagã, que é um dos motivos que justificam as atitudes e tomadas de decisões por parte dos personagens em vários momentos (falaremos mais sobre isso na seção Curiosidades). Por falar neles, os personagens são retratados de maneira não maniqueísta, ou seja, não são completamente bons nem maus. São seres humanos que lutam pelo que acreditam e cometem falhas. Um dos grandes destaques da série é a atuação impecável do elenco, que por si só já vale uma maratona no final de semana.

Ainda sobre a riqueza de detalhes: a abertura da série é um espetáculo poético à parte. A música “If I had a heart” da cantora sueca Karin Dreijer Andersson (conhecida como Fever Ray) combina muito bem com as cenas que mostram armas, riquezas e elementos místicos afundando no mar agitado pela chuva, enquanto as embarcações nórdicas navegam. Grande parte da trilha sonora foi composta exclusivamente para a série.

O ritmo de cada temporada é excelente, com muitos acontecimentos por episódio. A série cresceu tanto ao longo das temporadas que, na quarta, o número de episódios dobrou, sendo que voltará a ser exibida no final deste mês.

 

Ataque Viking - Cena da primeira temporada
Ataque Viking – Ragnar, Lagertha e Rollo – Cena da primeira temporada.

Ficha Técnica

Título original: Vikings

Gênero: Drama, Época, ação

Lançamento: 7 de março de 2013 (1ª Temporada)

Criador: Michael Hirst

Diretores: Ciaran Donnelly, Johan Renk, Ken Girotti, Jeff Woolnough, Kari Skogland, Helen Shaver, Kelly Makin

País de origem: Canadá/Irlanda

Duração: 42 min (média)

Número de episódios: 9 (1ª temporada), 10 (2ª e 3ª temporadas) e previsão de 20 (4ª temporada em andamento).

Número de temporadas: 4ª temporada em andamento (renovada para a quinta)

Plataforma: History Channel, Netflix (1ª a 3ª temporada)


Sinopse

A trama se desenvolve em torno de Ragnar Lodbrok, que no início da série é um jovem fazendeiro que mora com a esposa, a escudeira Lagertha (Katheryn Winnick), e os filhos, Gyda (Ruby O’Leary) e Bjorn (Nathan O’Toole e Alexander Ludwig) em uma aldeia de Kattegat, na Escandinávia (atualmente um estreito entre a Suécia e a Dinamarca). Cansado de comercializar em terras conhecidas e de saquear outros povos Vikings, Ragnar sonha em navegar para o Oeste, pois acredita que lá encontrará terras e muitas riquezas. Entretanto, Earl Haraldson (Gabriel Byrne), governante da região e dono das terras e navios, é um homem de pouca visão e não é a favor de se arriscar em prol dessa ideia, pelo menos a princípio. É importante abrir um parênteses aqui e ressaltar que os povos nórdicos eram basicamente agricultores e comerciantes. Devido às condições climáticas, suas terras não eram tão férteis e, portanto, havia “necessidade” de realizar saques.

Determinado, Ragnar decide, juntamente com seu amigo Floki (Gustaf Skarsgård), construir às escondidas um novo dracar, muito mais rápido que o comum, para realizar seu objetivo de se lançar ao mar em busca de terras desconhecidas. Quando finalmente pronto, Ragnar, seu irmão mais novo Rollo (Clive Standen), Floki e mais alguns membros do clã navegam para o Oeste, mantendo tal façanha em segredo de Earl. Nesta primeira viagem, confirmam a existência dessas terras e saqueiam Lindisfarne, ilha onde há uma abadia, sede de conversão ao Cristianismo, localizada no Reino Inglês da Nortúmbria. Esse episódio é considerado historicamente como o início das invasões Vikings na Europa, culminando na inimizade do Rei Aelle (Ivan Kaye).

Ao levar os monges como escravos e as riquezas à aldeia, Haraldson fica com a maior parte do saque e deixa Ragnar tomar um dos monges como escravo. As atitudes de desobediência de Ragnar rende vários conflitos com o Earl, que teme a popularidade do fazendeiro. Insatisfeito, porém curioso, Ragnar leva Athelstan (George Blagden) como escravo e, por meio de várias conversas com o monge, descobre mais sobre a cultura e costumes das novas terras. Floki, supersticioso e com muita fé em seus deuses, não aprova essas conversas, mas continua fiel ao amigo.

Já nos primeiros episódios, é possível observar que Rollo sofre um conflito interno em relação ao irmão. Por um lado, possui grande respeito e lealdade a Ragnar, mas ao mesmo tempo, alimenta uma inveja e um sentimento de querer superar o irmão que trará consequências ao longo das temporadas.

Esse é só o início das aventuras de Ragnar. A incansável busca por novas terras e riquezas lhe rende cada vez mais inimigos, sendo que a trama conta com muitas surpresas do início ao fim.

 

Ragnar Lodbrok, sua esposa Lagertha e os filhos Gyda e Bjorn - cena da primeira temporada.
Ragnar Lodbrok, sua esposa Lagertha e os filhos Gyda e Bjorn – cena da primeira temporada.

Ambientação

Para entender o enredo de Vikings, torna-se importante compreender como eram os territórios da Inglaterra, França e Escandinávia durante os séculos VIII e IX, período das invasões vikings.

Como já mencionado, os vikings viviam espalhados pela Escandinávia, região onde hoje encontra-se a Noruega, a Dinamarca e a Suécia. Eles não eram um povo unificado, porém, em sua sociedade, havia o Rei, os Earl (proprietários de terras), os Karls (povos livres sem posse ou com pouca propriedade, que compunham a maior parte do exército nas invasões) e os escravos. A consolidação dos três reinos escandinavos ocorreu somente por volta do século XI, após o declínio viking e a difusão do Cristianismo. Abaixo, o mapa da Escandinávia e a invasão no território da Inglaterra.

 

Mapa da Escandinávia onde hoje encontra-se a Dinamarca, Noruega e Suécia.
Mapa da Escandinávia, onde hoje encontra-se a Dinamarca, a Noruega e a Suécia.

 

Durante as temporadas, são mencionados e mostrados frequentemente alguns dos reinos da Inglaterra: Wessex, Nortumbria e Mércia. Historicamente, a partir do século V, houve a invasão anglo-saxã, que logo culminou no surgimento de tribos dominantes em território inglês, formando nações distintas. Com o tempo, as tribos (Nortúmbria – ao Norte, Mércia, Ânglia Oriental, Essex, Kent, Sussex e Wessex – ao Sul) se constituíram em uma heptarquia e foram cristianizadas durante o século VII. O reino de Wessex tornou-se dominante durante o século IX, quando o Rei Alfredo, o Grande, conseguiu lidar com as ameaças vikings. Mais tarde, os reinos se unificaram sob o domínio de Wessex. Abaixo, o mapa dos sete reinos:

 

Os sete reinos da Inglaterra: Nortúmbria (ao Norte), Mércia, nglia Oriental, Essex, Kent, Sussex e Wessex (ao Sul).
Os sete reinos da Inglaterra: Nortúmbria (ao Norte), Mércia, nglia Oriental, Essex, Kent, Sussex e Wessex (ao Sul).

 

A série também mostra as invasões feitas em Paris, portanto, é importante entender como este território se configurava. Os francos chegaram onde hoje é a França por volta do século V, no episódio das invasões bárbaras ao Império Romano. É somente no século VIII que Carlos Magno torna-se-ia rei e, posteriormente, imperador de todos os territórios francos. Após sua morte, o império passou por disputas de herança e sofreu divisões, o que favoreceu as invasões escandinavas. Na época, a cidade de Paris estava concentrada na Île de la Cité, a capital do reino. Apesar de ser murada, a cidade foi o alvo das invasões vikings por meio do Rio Sena. Uma das invasões ficou conhecida como “o cerco de Paris”, episódio retratado na série. Abaixo, o mapa de Paris:

 

Paris concentrada na Île de la Cité. A invasão Viking ocorreu pelo Rio Sena.
Paris concentrada na Île de la Cité. A invasão Viking ocorreu pelo Rio Sena.

Breve resumo por temporadas

1ª temporada

Os principais acontecimentos da primeira temporada englobam todos os episódios já descritos na Sinopse desta resenha. Nessa temporada, vemos o crescimento e o início da ascensão de Ragnar. Acompanhamos, desde o princípio, seus planos visionários de desbravar novas terras além-mar. Um dos pontos mais interessantes é o choque cultural e os contrapontos entre os costumes vikings e cristãos, representado pelo relacionamento entre Ragnar e o monge Athelstan.

Nesse contexto de novas descobertas e dos primeiros saques em terras desconhecidas, vemos o surgimento de uma outra figura feminina na vida de Ragnar, o aparecimento de uma misteriosa praga que assola sua terra natal e dizima uma grande parte de sua população e a formação de conspirações envolvendo seu irmão Rollo.

2ª temporada

Tomado pela inveja e pela ambição, Rollo cria uma aliança com Jarl Borg, um poderoso Earl, com o intuito de se opor ao irmão e ao rei Horik, a quem Ragnar jura lealdade na temporada anterior. Os dois lados entram em conflito e vão para o campo de batalha. Rollo luta contra todos aqueles que um dia estiveram ao seu lado, porém, ao ficar cara-a-cara com o irmão, não consegue batalhar contra ele. Ragnar propõe que a guerra cesse e que seja firmado um acordo, em que os três juntos (Ragnar, Jarl Borg e o rei Horik) organizem uma expedição para conquistar riquezas e terras férteis.

Após esse episódio, Rollo é tido como traidor em sua terra natal, tornando-se uma figura autodestrutiva e pessimista. Nesse meio tempo, a princesa Aslaug, que surge na vida de Ragnar na primeira temporada, procura-o em sua aldeia e, após uma notícia inesperada, causa tumulto em seu relacionamento com Lagertha.

Muitas intrigas ocorrem entre Ragnar, Jarl Borg e Horik, com muitas reviravoltas, conspirações e traições. Nesse cenário, intensas disputas internas vikings são travadas, que culminam no fortalecimento de Ragnar, agora mais poderoso para enfrentar novas expedições à Inglaterra.

3ª temporada

Ragnar, agora Rei resolve voltar à Wessex acompanhado por Rollo, Lagertha, Floki e Bjorn para reivindicar as terras que lhe foram prometidas. Já em Kattegat, Helga, Siggy e Aslaug recebem a rápida visita de um estranho e misterioso andarilho, Harbard. Após terem conseguido as terras, os vikings retornam a Kattegat em companhia de Athelstan. Ragnar não gostou de saber sobre a visita do estranho e, internamente, a raiva de Floki perante os cristãos só aumenta.

Ao descobrir sobre Paris, Ragnar decide que é o próximo lugar onde irão invadir, recebendo apoio do Earl Kalf e de Erlendur, filho do antigo Rei Horik. Paris era uma cidade até então murada e cercada pelo Rio Sena, sendo muito difícil de invadir. Mesmo assim, à medida que o ataque começa, o destino dos francos fica próximo à derrota, mas a Princesa Gisla consegue restaurar a fé nas tropas e Ragnar fica gravemente ferido. Os vikings fazem outra tentativa de invasão e recusam a tentativa de acordo com o Imperador Carlos.

A terceira temporada conta com várias surpresas e perdas de personagens importantes. Arrisco a dizer que as cenas de batalha do Cerco de Paris foram algumas das mais bem feitas da série. O último episódio mostra reviravoltas que trarão consequências para o futuro de alguns personagens.

4ª temporada (parte 1)

Enquanto Ragnar estava gravemente ferido, Bjorn prende Floki por conta de um acontecimento ocorrido na terceira temporada. Quando Ragnar se recupera, castiga Bjorn pela atitude que, para provar sua força ao pai, decide se isolar na floresta e enfrentar o inverno Escandinavo sozinho. Em uma tentativa de fuga, Floki é encontrado e perdoado por Ragnar.

Enquanto isso, os francos contam agora com a ajuda de um viking traidor que se casa com a princesa Gisla e ajuda a armar a defesa da cidade. Em Wessex, o Rei Ecbert é juramentado como Rei de Mercia e continua a preparar seus soldados. Ragnar se aproxima da escrava recém-chegada Yidu que lhe oferece ervas alucinógenas. Após um tempo, anuncia novos ataques de Paris, desta vez é acompanhado por mais dois filhos: Ubbe e Hvitserk. Os ataques por rio e por terra fazem com que a liderança de Ragnar seja questionada uma vez que os francos já estavam preparados para recebê-los. Em novo ataque, muitos vikings saem gravemente feridos o que causa o retorno à terra natal. Ragnar desaparece e só retorna após anos, causando raiva e descrença aos filhos mais novos e ao seu povo.

A primeira metade da quarta temporada só faz com que a expectativa aumente diante das próximas atitudes de Ragnar. Será que irá conseguir a vingança perante Paris e ao Viking que o traiu?


Curiosidades

Personagens

A série retrata personagens que realmente existiram, com algumas modificações em alguns deles e em suas histórias reais. Ragnar é uma figura que, de fato, existiu e era considerado um grande herói nórdico, uma lenda viva em seu tempo. Ele teve vários filhos (dentre eles Bjorn e Ivar) e, realmente, fora casado com Lagherta e Aslaug. Na série, são feitas pequenas alterações em relação a esses personagens. Por exemplo: na história, não se sabe ao certo a origem de Bjorn, qual a sua descendência – alguns dizem que é filho de Aslaug outros que ele é filho adotivo de Ragnar. Rollo e Floki também são personagens reais, mas o parentesco de Rollo com Ragnar é criado na série e o Floki da “vida real” não é tão engraçado e peculiar como o que conhecemos em Vikings.

Passagem do tempo

No início desta resenha, já foi mencionado que a série trabalha com uma grande riqueza de detalhes. Um belo exemplo dessa preocupação com os detalhes é a forma com que a passagem do tempo é abordada na série: dificilmente, o decorrer do tempo é falado explicitamente, ou seja, o ano nunca é mencionado nas temporadas. O período em que se passa os episódios é percebido pelas mudanças das estações e pelo claro envelhecimento dos personagens. As imagens abaixo são exemplo disto:

Ragnar e seu filho Bjor em cena da primeira temporada.
Ragnar e seu filho Bjor em cena da primeira temporada.

 

Ragnar e seu filho Bjor em cena da terceira temporada.
Ragnar e seu filho Bjor em cena da terceira temporada.

 

Religião

Historicamente, sabe-se que um dos fatores para o declínio da Era Viking foi a conversão de muitos deles ao Cristianismo e, por isso, a série também aborda nitidamente o conflito entre as fés Cristã e Pagã. Algumas cenas ilustram esse aspecto e mostram as diferenças e semelhanças entre as duas religiões simultaneamente, como por exemplo, as celebrações de matrimônio na segunda temporada, .

A religião dos vikings era politeísta, sendo Odin o deus principal e Thor, Loki e Frey alguns dos mais populares. Durante a narrativa, os personagens afirmam com frequência que a casa de Odin, Valhalla (Hall da batalha mortos), é o lugar para onde vão todos os que foram mortos em batalhas. Isso justifica o gosto dos povos nórdicos pelas batalhas. Diversos rituais e sacrifícios aos deuses são retratados na série, como o que Lagertha fez a Frei, deus da colheita, prosperidade e fertilidade. Outro ritual mostrado é a peregrinação anual ao Templo Uppsala, onde diversos clãs vikings se reuniam para o culto e sacrifícios aos diversos deuses.

Logo da abertura

A empresa Plate Image, com sede na Polônia, e a Juice Studios produziram um logo juntando vários elementos da cultura viking, possíveis de serem identificados na série. O lado esquerdo do “V” representa a família, a vida, a tecnologia, o desenvolvimento, a irmandade e a evolução. Já o lado direito representa os aspectos mais conhecidos desses povos: a violência retratada em conflitos.

 

Concepção do logo de abertura da série.
Concepção do logo de abertura da série Vikings.

 

Dracares

As conquistas vikings estão diretamente ligadas às navegações. Os vikings denominavam suas embarcações de dracares, nome originário do francês drakkar (dragão). Tinham vários tipos de embarcações: desde as mais simples e os navios de guerra até os de fins comerciais e de passeio, sendo que a construção era uma arte transmitida de geração para geração. Para movimentar a embarcação, eram utilizados remos ou uma única vela de lã (ou às vezes as duas ferramentas ao mesmo tempo). Os navios de guerra mais longos chegaram a ter 55 metros de comprimento e eram bem velozes para a época (18km/h). Eles podiam ser transportados em terra seca sobre troncos de árvore e rodas de madeira e eram os únicos enfeitados com carrancas de animais. O costume de colocar escudos nas laterais das embarcações era algo meramente cerimonial, já que eles poderiam cair em alto mar.

Ragnar em seu primeiro dracar - cena da primeira temporada.
Ragnar em seu primeiro dracar – cena da primeira temporada de Vikings.

Ritmo: 18 exp. O ritmo das primeira temporadas é excelente, com muitos acontecimentos por episódio. As cenas de batalha chegam a ser poéticas e são bem realistas, acompanhadas por uma trilha sonora épica. Talvez o ritmo tenha diminuído um pouco durante a quarta temporada, uma vez que o número de episódios dobrou.

Personagens: 20 exp. A atuação do elenco é excelente. Destaque para as expressões de Travis Fimmel para o personagem Ragnar Lodbrok. No geral, os personagens complexos e não maniqueístas.

Qualidade da plot: 20 exp.  Trama bem feita e com muitas surpresas.

Cuidado com os detalhes: 20 exp. Excelente. A produção consegue inserir o telespectador no universo da época e mostrar de maneira poética as diferenças e semelhanças entre os Vikings e os reinos Cristãos. A passagem do tempo e o envelhecimento dos personagens são um dos detalhes mais bem pensados.

Empatia com o telespectador: 18 exp. A trama é envolvente, cheia de surpresas e logo ganha a empatia do telespectador. Tirei dois pontos para os mais atentos à História que podem não se identificar com alguns erros que, segundo a produção, foram propositais para dar mais possibilidades à trama.

 

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