Repo! A Ópera Genética

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Gustavo Ferratti

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Repo! é um filme aclamado pela galera cult com forte influência gótica, temática de horror e muito rock’n roll. Se isso parece complexo para você, fique tranquilo, não para por aí!  Repo! foi dirigido por Darren Bousman, ninguém menos que o diretor de Jogos Mortais II, III e IV. Então, prepare o estômago para muitas cenas de conteúdo nojento e sex appeal. Uma forte influência dos quadrinhos também se faz muito presente, tornando a história bastante interativa com várias cutscenes muito bem ilustradas.

 

Repo3

Não pode pagar pela operação? Fica tranquila! Se não conseguir, tomamos seu órgão de volta =D  


Ficha Técnica

Título original: Repo! The Genetic Opera

Gênero: Músical/Horror/Futurista

Lançamento: Novembro de 2008

Criador(es): Terrance Zdunich

Diretor(es): Darren Lynn Bousman

País de origem: Estados Unidos

Duração: 2h30


História

Ano de 2056, uma megacorporação chamada GeneCo controla o mercado da Engenharia Genética e produção de órgãos confeccionados em laboratório. O crescimento da empresa deu-se pelo alinhamento de duas forças: um surto de falência múltipla de órgãos na Terra e a brilhante ideia de criar um plano de financiamento de órgãos para atender este mercado. Com isso, muitas pessoas sem condições conseguiram elevar sua expectativa de vida.

Criou-se um mercado genético onde órgãos sintéticos ganharam valor estético, pessoas se tornaram viciadas em drogas cirúrgicas (o zydrate) e até mesmo passaram a financiar seus próprios órgãos na falta de dinheiro. Neste contexto, começam a surgir interpretações do direito de posse de órgãos. Rotti Largo, o presidente da GeneCo, ganha uma forte influência política e assina um decreto dando direito à recuperação de posse de órgãos quando não ocorrer pagamento dentro do prazo devido. É aí que surge o Repoman, um carniceiro que arranca órgãos e mutila pessoas para recuperar o que é de direito da GeneCo. Ao mesmo tempo, é um pai de família amoroso com sua doce filha Shilo.

 

Repo2

Zydrate: a anestesia que vai te deixar doidão


Pensando “Fora da Caixa”

Sem me aprofundar muito, criei esta sessão para discutir os principais embates e reflexões que o filme traz.  Primeiro, a questão da ética nos sistemas de saúde. Até que ponto o lucro pode fomentar as áreas da saúde cujo principal objetivo é cuidar de seres humanos? Até termos um mercado de órgãos e podermos financiar nossos rins legalmente?

Segundo ponto, até onde uma empresa de biotecnologia pode exigir a propriedade de órgãos geneticamente modificados? No futuro, onde ter um órgão geneticamente modificado será uma realidade comum, ter o órgão da empresa XYZ fará com que tenhamos de pagar direitos para ela? Será que nossos filhos terão que enfrentar o RepoMan em caso de inadimplência?

O filme é muito construtivo, pois apesar de, à primeira vista, tratar de algo totalmente pitoresco e absurdo, levanta questões que podem acontecer com o crescimento desgovernado de uma nação cujos ideais éticos e morais estejam enfraquecidos e o dinheiro fale mais alto.

Ritmo: 12 exp. Oscila muito com as músicas. A história é bem construída, mas, às vezes, fica um pouco “travada” devido aos refrões e estrutura musical.

Personagens: 16 exp. A história dos personagens é bem explicada com flashbacks em forma de quadrinhos. Não leva 20 exp por dois motivos: presença de Paris Hilton no elenco e falta de maiores detalhes sobre o Graverobber (personagem mais maneiro do filme).

Qualidade da plot: 20 exp. História muito bem construída com reviravoltas, momentos de tensão, paixão e humor negro.

Cuidado com os detalhes: 18 exp. Pensar em desdobramentos e consequências de um mercado genético no ano de 2056? É possível.

Empatia com o telespectador: 12 exp. Como não é um blockbuster, teve suas limitações de produção o que torna os efeitos toscos e amadores em algumas partes. Pessoas que não gostam de musicais ou rock ou temática de horror não irão se identificar.

 

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