Juliana Yendo

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ARQ é um longa-metragem de ficção científica criado e dirigido por Tony Elliott, roteirista da série Orphan Black. Os protagonistas são interpretados pelos atores Robbie Amell (The Flash) e Rachael Taylor (Jessica Jones). O filme foi lançado na Netflix no dia 16 de setembro deste ano.

A trama é ambientada em um mundo pós-apocalíptico, em que a humanidade vive uma crise energética e sofre com a falta de recursos. Há duas organizações que lutam pela supremacia da humanidade: a Torus e o Bloco. Pouquíssima coisa é explicada sobre essas organizações durante o filme, mas é possível entender que Torus é a organização com mais recursos e poder, enquanto o Bloco seria um grupo de resistência.

Renton é um ex-engenheiro militar da Torus que criou um equipamento capaz de produzir energia ilimitada, o ARQ. Após um acidente ocorrido durante uma invasão à casa de Ren, um loop temporal é criado e o dia passa a se repetir continuamente, no mesmo período. Renton toma consciência do time loop e começa a se lembrar do que ocorreu no dia anterior. A cada repetição do dia, o protagonista descobre informações importantes, conspirações e traições. Cada loop dá ao personagem e a Hannah, sua antiga namorada que retornou bem no dia do incidente, a chance de tentar mais uma vez, corrigir alguma ação ineficaz e testar novas possibilidades. Porém, seria Renton o único a ter consciência do loop e se lembrar de cada repetição? A sequencia dos fatos seria sempre a mesma todos os dias?

O enredo é bastante simples e não possui nada de inovador ou original. Os temas centrais da história – um mundo pós-apocalíptico e o loop temporal – são bastante triviais, especialmente no gênero em que o filme se insere. ARQ não detalha ou explica elementos importantes da trama, como o contexto e as organizações que são constantemente citadas (Torus e Bloco). Os 88 minutos do longa-metragem focam na repetição dos dias e nas inúmeras tentativas dos protagonistas. O eixo central é o ciclo “viver, morrer, tentar novamente”.

Trata-se de uma produção independente, com um orçamento bastante limitado, portanto, não contém cenas com efeitos especiais surpreendentes, nem cenários ou elementos futuristas bem elaborados. O cenário é, basicamente, o porão da casa de Renton, onde se encontra o ARQ. Nas cenas finais, alguns elementos novos são mostrados ao telespectador, como o mundo lá fora e a aparição singela de um robô da Torus (por apenas alguns segundos). Contudo, apesar das falhas ao explorar o enredo e dentro das limitações orçamentárias, o filme tenta alcançar um resultado interessante. A trama prende a atenção do telespectador do começo ao fim – isso não dá para negar – e a sucessão de acontecimentos não são previsíveis. Tenho muitas ressalvas em relação ao enredo, mas o filme consegue entreter (pelo menos não parei na metade e troquei por outro).


Ficha Técnica

Título original: ARQ

Gênero: Ficção Científica/Suspense

Lançamento: 2016

Criador/Diretor: Tony Elliott

País de origem: EUA/Canadá

Duração: 88 min.

Ritmo: 13 exp. As cenas possuem um ritmo que prendem a atenção do telespectador. Cada dia “resetado” está de alguma forma interligado ao anterior e ao próximo. A conexão entre os dias e a sequencia de acontecimentos é bem feita. Porém, o desfecho deixa a desejar, assim como a falta de informações e de desenvolvimento do enredo.

Personagens: 10 exp. Os personagens são pouco explorados, temos uma breve ideia sobre quem são e quem foram no passado. As poucas informações que são reveladas ao telespectador são feitas em pequenas doses e de forma bem rasa.

Qualidade da plot: 7 exp. O enredo é bem fraco. Apesar de tratar de temas recorrentes da ficção científica, a intenção do filme é boa, mas pouco explorada.

Cuidado com os detalhes: 5 exp. No meu ponto de vista, é um dos quesitos que mais pecou. O orçamento limitado não justifica tanto a falta de detalhes, pois diálogos com explicações mais precisas de alguns pontos-chave da história já ajudariam a deixar a trama mais rica.

Empatia com o telespectador: 10 exp. Apesar de tudo, o filme até consegue atrair a atenção do público. A intenção é boa, mas tem muitos “poréns”.

 

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