Dungeons & Dragons: Chronicles of Mystara

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Augusto Ferratti

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“Entrando no calabouço sombrio da floresta da escuridão, vocês, aventureiros, se deparam com esses  dois caminhos opostos. Qual deles irão trilhar?” – assim perguntava o GM (Game Master) durante uma boa partida de RPG de mesa. Assim soava o sino do início de uma briga que tomaria proporções gigantescas sem você ao menos imaginar. Tudo porque as divergências de opiniões entre os seus companheiros de equipe eram intensas! Nunca fui um jogador assíduo de RPG de tabuleiro/mesa, mas esse jogo que irei resenhar é um grande marco para entendedores dessa área. Amigos, hoje lhes apresento “Dungeons & Dragons: Chronicles of Mystara”, compilação de dois jogos recheados de conquistas e muita diversão, mas não livre das brigas entre os companheiros de equipe!


Ficha Técnica

Titulo Original: Dungeons & Dragons: Chronicles of Mystara

Gênero: Beat ’em up/Ação/Aventura/RPG

Lançamento: Junho, 2013

Desenvolvedora: Iron Galaxy Studios

Editora: CAPCOM

Plataforma: PC (Windows)/PlayStation 3/Xbox 360/Wii U

Nº de Jogadores: Até 4 (Online e Local)


Informações importantes

Primeiro, preciso dizer que o jogo em questão é uma compilação de dois jogos: ” Dungeons & Dragons: Tower of Doom” lançado em 1993  e de sua sequência direta ” Dungeons & Dragons: Shadow over Mystara” lançado em 1996, ambos com mesmo ano de lançamento no Japão e América do Norte, para o Arcade CPS-2. Por isso, já adianto, não se assuste com os gráficos e trilha sonora. Mesmo excelentes, eles são de duas décadas atrás, o que pode gerar dúvidas quanto à qualidade do jogo.  Jogadores “cri cri”, não reclamem!

 

Jogador “cri cri” reclamando

 

Na época de ouro dos fliperamas, você era financiado pelos seus pais para nunca terminar o seu jogo maravilhoso porque suas habilidades eram horríveis e o tiozinho dono dos “Arcades” colocava a dificuldade em um nível absurdo (ou só porque suas habilidades não eram tão boas mesmo). Dungeons & Dragons: Chronicles of Mystara irá permitir que você termine seus jogos sem precisar chorar por mais fichas. Ainda traz nessa compilação uma série de conteúdo extra do desenvolvimento dos games, modo online, diferentes modos de gameplay e uma porrada de achievements. A resenha irá trazer informações dos dois jogos da compilação ao mesmo tempo, pois são muito semelhantes em termos de jogabilidade.

 

Arcade simulado dentro do jogo

 


História

A história principal é bem clichê, talvez pelo fato de D&D ser o pai de quase todas as histórias fantásticas que conhecemos. Como os dois jogos são sequências diretas, comecemos do início. No primeiro jogo, a república de Darokin está com um número crescente e anormal de ataques de monstros. Quatro aventureiros são enviados para ajudar diversas áreas do local e investigar o quê e quem está por trás de tudo isso. O primeiro jogo, entitulado “Tower of Doom”, mostra uma torre misteriosa que aparece do nada e guarda o principal motivo do ataque.

 

A torre do mal

 

Após derrotar o suposto chefe de todo o mal, o segundo jogo irá trazer exatamente o mesmo contexto,  as terras voltam a ser atacadas e sabe-se que o mal enfrentado no primeiro jogo era apenas o começo de algo muito maior. Esses são os pretextos básicos de dois jogos onde tudo será porradaria. Clichê mas eficiente. O fato interessante do game é que a história varia dependendo de suas escolhas. Haverão momentos em que você terá de escolher qual caminho quer tomar para continuar a missão. Por mais que isso não altere a história principal, o gameplay é totalmente modificado e histórias paralelas podem ser descobertas nos dois games.

 

Melhor escolha

 

No segundo jogo, após o termino da história principal, um pequeno enredo do futuro da história do seu personagem é mostrada. Essa pode ser alterada de acordo com a quantidade de SP (Silverpoints) você coletou durante o jogo ou ainda se possuir algum item específico. São múltiplos fatores que podem alterar o futuro de cada personagem e garantir um final mais ou menos favorável.


Jogabilidade

Um típico jogo Beat’em up, ou seja, meta a porrada em todo mundo! Tudo muito bem misturado com o universo de fantasia de Dungeons and Dragons. Os controles dos jogos são fáceis e intuitivos, tanto no teclado como no controle. Os jogos originais foram feitos para rodar nos arcades CPS-II, por isso, se você possui aquele tipo de controle Arcade,sua experiência será ainda melhor.

 

Goblin tomando um Jeb e direto

 

Os comandos básicos são andar, atacar, utilizar itens/magia, mudar inventário e pular. Ataques especiais e corrida podem ser executados com a combinação desses comandos, cada um conforme sua classe. Estão disponíveis nos jogos as tão famosas e queridas classes de D&D, com maior diversidade delas no segundo jogo. As classes tornam o Coop muito mais estratégico se utilizadas de maneira correta, pois cada uma tem vantagens e desvantagens perante os monstros do game.

 

“Ta olhando o que?” – Classes do 1º Jogo
“Ainda tá me olhando?” – Classes do 2º jogo

 

Ainda há um sistema de XP que permite que seus personagens ganhem novos atributos! Os Silverpoints (dinheiro) permitem que itens sejam comprados nos mercados encontrados entre as missões. Como dito anteriormente, as escolhas tomadas em diversos momentos mudam completamente o que será enfrentado.  Se estiver jogando em cooperativo, a maioria dos votos decide qual caminho será tomado, e aí a briga começa…

 

Enfrentar o dragão não foi uma boa escolha.

 

No segundo jogo, existe a possibilidade da troca de personagem após o “Continue”, fator inexistente no primeiro. Porém, será necessário nomear o personagem toda vez que esse for trocado, o que é muito chato. A compilação trouxe nova vida aos jogos, pois há uma série de desafios para serem completos (Ex: Mate 300 inimigos, abra 50 baús, termine o 1º jogo). Esses liberam diamantes, permitindo a troca deles por novos modos jogos e artes exclusivas. Por mais que pareça bobo, isso vicia! Adicionou muita vida útil a eles. Existe uma série de estatísticas também que são mostradas, como quais itens você coletou durante as jogatinas,  qual personagem mais jogou, o que só aumenta a satisfação de quem gosta dessas curiosidades.

 

Um dos modos de jogo que podem ser liberados

Impressões gerais

Há algo mais legal que upar e bater em monstros famosos de D&D? Além disso, fazer escolhas que modificam a história, jogar com seus amigos e  ainda ser recompensado com diamantes pelas suas ações? Gente, essa compilação ficou mais que sensacional. Não fiquem com dúvidas, vale muito a pena! O Multiplayer online está morto aqui no Brasil, então certifique-se que seus amigos tenham o jogo ou chame eles na sua casa para jogar. Um jogo clássico que vai lhe render boas horas de diversão com referências excelentes do mundo de D&D! Chefe Troll que só pode ser morto com fogo, placas com escrita élfica que só são lidas por algumas classes, dragões gigantescos que guardam cavernas, ladrões utilizando ataques furtivos e anões loucos atrás de ouro com habilidade de saquear baús! Se quer jogar Beat’em up, jogue esse, com certeza!

 

O jogo só te avisa depois…

História: 15 exp. A história dos dois games podem ser bem clichê, mas perfeitas para o gênero beat’em up e perfeitas para criar uma aventura no universo D&D. Elas irão te entreter com certeza.

Gráficos: 15 exp. Pixelados. Porém, dois filtros foram adicionados, o que deixou o visual do jogo muito mais bonito. Não posso comparar jogos da década de 90 com os atuais, mas considero os gráficos desse jogo bem bacanas.

Jogabilidade: 20 exp. Com certeza, a melhor parte. Comandos fáceis, responsivos e vários tipos de habilidades disponíveis, sistema de EXP equilibrado, classes e escolha de caminho muito boas.

Replay: 10 exp. Apesar de ser um pouco enjoativo se jogado sozinho, as ramificações dos caminhos e o sistema de conquistas te farão voltar para zerar o jogo várias vezes. Fora isso, você com certeza irá repetir a jogatina com os amigos.

Som: 20 exp. Músicas com sons épicos, efeitos marcantes! Sem palavras. Elas poderiam ser 8 bits que continuariam épicas, dão uma imersão muito grande para o game.

 

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