Bang!

Juliana Yendo

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Bang!

 

Bang! é um card game inspirado no Faroeste Macarrônico. Faroeste o quê? Isso mesmo, Macarrônico! O Faroeste Macarrônico (Spaghetti Western) é um subgênero dos filmes de Bang-Bang de produção italiana e, em Bang!, cada jogador representa um personagem famoso desse universo. É um party game bem divertido que envolve blefe, estratégia e vários conflitos!

Existem duas versões desse jogo: a Pocket (mais simples, apenas com cartas) e a versão com tabuleiro (possui alguns componentes extras – mas praticamente não altera a mecânica do jogo). Este review foi feito baseado na versão Pocket.

O jogo é bastante compacto e fácil de ser transportado. Pode ser jogado de 4 a 7 pessoas e é composto por um conjunto de 110 cartas:

  • 7 cartas de identidade (Xerife, Vice Xerife, Fora da Lei e Renegado);
  • 7 cartas de resumo para orientação dos jogadores;
  • 16 cartas de personagens;
  • 80 cartas de ação.

 

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Componentes de Bang!

 

Em Bang!, cada jogador assume um papel: Xerife (1 jogador), Vice Xerife (2 jogadores), Fora da Lei (3 jogadores) ou Renegado (1 jogador). Com exceção do Xerife, todos os outros jogadores devem manter em segredo sua identidade. Cada jogador é representado por um personagem com uma habilidade especial e uma determinada quantidade de vida, que pode variar de 3 a 5 pontos.

 

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Cartas dos papéis assumidos pelos jogadores
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Exemplos de cartas de personagens

 

O objetivo do jogo vai depender do papel assumido pelos participantes. O Xerife deve eliminar todos os Fora da Lei e o Renegado; o Vice Xerife tem o papel de proteger e ajudar o Xerife, mesmo que isso lhe custe a própria vida; o Fora da Lei deve eliminar o Xerife, mas não vê problema em eliminar outros Fora da Lei, só para receber recompensas; o Renegado deve eliminar todos os jogadores e, por último, o Xerife.

Assim, o jogo pode ter três desfechos diferentes:

  1. O Xerife é morto e há pelo menos um Fora da Lei vivo: os Fora da Lei ganham.
  2. O Xerife é morto e o Renegado é o único sobrevivente: o Renegado vence.
  3. Todos os Fora da Lei e o Renegado são mortos: o Xerife e o(s) Vice Xerife ganham.

Resumidamente, o grande objetivo do jogo é eliminar os outros jogadores, de acordo com o papel assumido (muita treta, vish). Mas como conseguimos atingir os outros jogadores?

A mecânica do jogo baseia-se no uso das cartas de ação do baralho. Dentre as cartas de ação, existem dois tipos: as cartas que ficam equipadas durante toda a partida (até alguém usar uma carta de ação para removê-la) e as cartas de uso/descarte. As do primeiro tipo possuem borda azul e podem ser armas ou cartas de evento (como a “Prisão” e a “Dinamite” – esta última deixa o jogo mais emocionante e engraçado, pois funciona como uma “batata quente” e pode explodir a qualquer momento).  Já as do segundo tipo, possuem borda marrom e são ações (boas ou ruins) que podem ser aplicadas ao próprio jogador que as utiliza ou aos demais jogadores, por exemplo: a carta “Bang!” pode causar um dano, a “Cerveja” recupera 1 ponto de vida, a carta “Esquiva!” anula o efeito de uma carta “Bang!”, a carta “Cat Ballou” força um jogador a eliminar uma carta de sua mão ou que está equipada, e assim por diante.

 

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Exemplos de cartas de ação (borda azul – permanente, borda marrom – instantânea)

 

Existem duas regras importantes para o uso das cartas de ação. A primeira é em relação à distância dos jogadores, pois é essa distância que vai permitir (ou não) a escolha do alvo para aplicar o efeito de uma carta de ação. Inicialmente, você só pode atingir um jogador que está a “1 de distância”, ou seja, o jogador que estiver imediatamente à sua direita ou à sua esquerda. Porém, essa distância pode ser alterada com as cartas de equipamento (como armas), aumentando o alcance para os outros jogadores da mesa. A segunda regra importante é que apenas uma carta “Bang!” pode ser disparada por turno – a não ser que o jogador tenha um equipamento ou habilidade especial que permita o uso de mais uma carta desse tipo. Com exceção da carta “Bang!”, você pode utilizar quantas cartas de ação desejar em seu turno.

É um jogo dinâmico e divertido que dosa bem a questão da sorte, fazendo com que a estratégia (aliada ao blefe) deixe o jogo bem interessante. A única ressalva fica para o fato de esse card game fluir melhor – e ser mais divertido – quando jogado em um grupo grande de pessoas (o número máximo de jogadores, no caso, 7 pessoas). Mesmo com essa pequena ressalva, vale muito a pena adquirir Bang!. O preço é bem acessível, especialmente a versão Pocket, e é um jogo compacto que pode ser levado tranquilamente em viagens, afinal, tem o formato muito parecido com o baralho convencional. É diversão garantida para reuniões com amigos e com a família!


Ficha Técnica

Título original: Bang!

Criador: Emiliano Sciarra

Tempo Médio: 30 – 40 min.

Número de jogadores: 4 – 7

Lançamento: 2014

Distribuidora: Grow

Preço médio: R$80,00 (26/09/2016) – Versão com tabuleiro
*Infelizmente, a versão Pocket está esgotada na grande maioria das lojas…

Mecânica: 15 exp. A mecânica do jogo é muito boa. Apesar de ter várias cartas com funções diferentes, as regras são simples e fáceis de assimilar – os jogadores pegam o jeito fácil e o jogo flui bem. Porém, partidas com poucos jogadores não são tão legais como as que são feitas com 7 participantes.

Dinâmica: 20 exp. A dinâmica do jogo é sensacional: do começo ao fim, todos os participantes interagem entre si. Não é apenas no seu turno que o jogador irá participar – a qualquer momento, alguém pode disparar um “Bang!” ou alguma outra carta de ação que tem efeito em um ou em todos os jogadores da mesa. É um jogo que envolve bem todos os participantes.

Sorte/Estratégia: 18 exp. Existe uma proporção bacana de sorte/estratégia nas partidas de Bang!. A questão da sorte/azar não deixa o jogo desequilibrado e, ao mesmo tempo, o jogo não depende somente da estratégia. Eu diria que o jogo é composto de 30% de sorte e 70% de estratégia (e blefe).

Replay: 18 exp. O replay do jogo é interessante, pois a cada partida, os papéis são trocados e os personagens também. Quanto mais partidas são jogadas, mais maduro o jogo fica, já que os participantes começam a blefar mais, a perceber melhor (ou não) qual poderia ser a identidade dos outros jogadores.

Design: 12 exp. O design não tem nada de inovador. As ilustrações das cartas (principalmente dos personagens) são legais, porém o layout e o verso não têm nada de mais – a arte no geral e a diagramação não são muito bonitas.

 

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