Blood Rage

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Gosta de mitologia nórdica? Que tal um jogo de combate com miniaturas lindas, mecânica simples, mas elegante, com rápida jogabilidade e diferente estratégias para vitória? Blood Rage é esse jogo.

Em Blood Rage, os jogadores controlam facções de aldeias nórdicas e devem disputar pelo controle das regiões do mapa, buscando acumular a maior quantidade possível de glória, o equivalente a pontos de vitória. Glória pode ser ganhada vencendo batalhas, cumprindo missões ou até morrendo no Ragnarök, uma guerra entre os homens e os deuses que destroem pedaços do tabuleiro a cada era.

 

Líderes das facções

 

O jogo é dividido em três eras, sendo a primeira etapa de cada um Card Drafting, já explicado em outro post (Explicação de Termos de Board Game), na qual os jogadores passam cartas até cada um ter 6 em sua mão. Depois, inicia-se a etapa de ações. Nessa etapa, os jogadores utilizam fúria, uma espécie de pontos de ação, para realizar movimentos. Algumas opções possíveis são invadir o mapa com uma miniatura, mover grupos, jogar cartas de aperfeiçoamento ou missões e, principalmente, tentar saquear uma província.

Ao invadir, um jogador simplesmente paga um custo em fúria equivalente à força da unidade e coloca-a no tabuleiro. Ao mover, ele paga 1 de fúria e move todas as unidades de uma província para outra. Para jogar aprimoramentos, deve-se pagar o valor indicado na carta e as devidas unidade serão melhoras permanentemente. Se uma melhoria de monstro é ativada, o jogador passa a controlar o correspondente monstro como se fosse parte do seu clã.

 

Os monstros!

 

Também, podem ser ativadas missões que serão pontuadas no final de cada era, geralmente pedindo para o jogador controlar determinadas regiões do tabuleiro.

 

O tabuleiro, contendo 3 regiões compostas por diferentes províncias e fiordes

 

Por fim, um jogador pode iniciar um saque em uma província, permitindo que outros jogadores batalhem contra ele, tentando impedí-lo. As batalhas são simples. Soma-se a força de todas as unidade presentes da batalha com um possível adicional de cartas, pois cada jogador deve jogar uma carta. Algumas são específicas para batalhas, adicionando força ou habilidade, enquanto outras servem apenas como blefe. Após todas os adicionais, um clã vence, recebendo glória, e os outros são destruídos, sendo enviado à Valhalla. Se o jogador que vencer foi o que inciou o saque, ele ganha uma melhoria em um de seus atributos, sendo que cada um afeta o clã de um jeito, aumentando a fúria inicial de cada era, a quantidade de glória recebida por vencer batalhas e o limite de miniaturas no tabuleiro. Além disso, cada atributo pode dar glória adicional no final do jogo.

 

Miniaturas mortas amontoadas em Valhalla

 

Assim, o jogo continua com os jogadores alternando-se realizando ações até que todos desejem passar (ou não mais possuam fúria). Nesse ponto, as missões são analisadas e uma província do mapa é destruída, dando glória para cada miniatura morta.

Há diversos outros jeitos de receber glória, baseados nas cartas do início das eras. Algumas aumentam os bônus de missões ou batalhas enquanto outras incentivam o jogador a morrer e possuir muitas miniaturas em Valhalla, possibilitando uma estratégia suicida, totalmente válida e possível de se vencer.

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Ficha Técnica

Título original: Blood Rage

Criador: Eric Lang

Tempo Médio: 60 – 90min.

Número de Jogadores: 2 – 4

Lançamento: 2015

Distribuidora: Galápagos

Preço Médio: R$349,90 (24/02/2017) – Compre aqui

Mecânica: 20 exp. Apesar de ser um simples jogo de guerra, sua simples mecânica possibilita a qualquer jogador aprender e se divertir, enquanto  profissionais podem analisar cada carta e planejar movimentos complexos, utilizando diferentes estratégia para a vitória. O drafting no início e o mecanismo de se utilizar fúria para pagar pelas 5 possíveis ações funcionam muito bem e se tornam intuitivos após só algumas rodadas.

Dinâmica: 20 exp. Como todo jogo de estratégia, ele é baseado na interação entre os jogadores, desde o drafting no começo até as batalhas, fazendo com que cada um observe atentamente o jogo do outro. Até em uma partida com 2 jogadores, quando o mapa é menor, a tensão ainda é mantida, assim como em um jogo com 5 jogadores.

Sorte/Estratégia: 18 exp. Como todo jogo que possui um baralho, a sorte está nas cartas que cada jogador recebe. Mas, com o mecanismo do drafting, cada jogador decide as cartas que irá utilizar durante a rodada de ações, diminuindo a sorte. Fora isso, não há dados ou qualquer outros elemento aleatória, todo o resto depende da estratégia de cada jogador.

Replay: 17 exp. Devido às diversas estratégias possíveis, o replay é muito encorajado. Mas, como utiliza-se grande parte de cada baralho em uma partida, rapidamente as cartas se tornarão familiares, diminuindo o elemento da surpresa e tornando o jogo até mais tático. Assim, algumas expansões seriam bem-vindas, mas não indispensáveis.

Design: 20 exp. Você viu essas miniaturas? A empresa Cool Mini Or Not acertou em cheio com o design desse jogo, desde o elemento temático de mitologia nórdica misturada com fantasia até as lindas miniaturas com os discos coloridos que representam os diferentes clãs. Simplesmente fenomenal.

 

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